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PSD exige ouvir MAI para saber "o que foi feito" perante novas falhas

O PSD exigiu hoje a presença da ministra da Administração Interna no parlamento "com a máxima urgência" para explicar "o que foi feito" para colmatar as falhas verificadas no incêndio de Pedrógão Grande, perante novos problemas detetados em Alijó.

PSD exige ouvir MAI para saber "o que foi feito" perante novas falhas
Notícias ao Minuto

13:38 - 17/07/17 por Lusa

Política Incêndios

"Um mês depois, o PSD quer saber o que é que o Governo fez para colmatar lacunas na prevenção e combate aos incêndios florestais", afirmou o vice-presidente da bancada do PSD Carlos Abreu Amorim, exigindo explicações de Constança Urbano de Sousa sobre o que foi feito "para tranquilizar as populações" e para que "os apoios sociais e a ajuda necessários" cheguem às populações afetadas.

Em conferência de imprensa no parlamento, Abreu Amorim acrescentou que o PSD teme "que tenha sido feito muito pouca coisa perante as falhas" detetadas no domingo no Sistema Integrado de Redes de Emergência de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) no incêndio de Alijó (Vila Real).

No dia em que se assinala um mês sobre a tragédia dos incêndios da zona centro, que fizeram 64 mortos e mais de 200 feridos, o PSD acusou o Governo de "incúria, desleixo e irresponsabilidade".

"Um mês depois, e num incêndio de grandes proporções, algumas dessas falhas manifestaram-se novamente, designadamente com o SIRESP", criticou o vice-presidente da bancada do PSD, considerando que "grande parte dos problemas, das falhas e das trapalhadas" que aconteceram nos incêndios de há um mês não foram nem afastadas, nem resolvidas.

Para os sociais-democratas, a ministra da Administração Interna "tem de dar explicações, em primeiro lugar porque ainda é titular responsável da pasta que diretamente se relaciona com incêndios e, em segundo lugar, porque é a ela que cabe resolver problemas que já foram diagnosticados", numa referência ao SIRESP.

"Não vale a pena repousar e adormecer perante problemas que já sabemos que existem", alertou, dizendo que este pedido de explicações não colide com o trabalho que começou a ser feito pela Comissão Técnica Independente proposta pelo PSD.

"Há problemas que todos nós sabemos que aconteceram, não vale a pena continuar a dizer que o SIRESP não falhou. Não funcionou há um mês, com resultados dramáticos, e agora um mês depois continua a não funcionar. Porque é que continua sem dar conta do recado", questionou.

Depois da audição de Constança Urbano de Sousa, que o PSD espera que aconteça "o mais brevemente possível", os sociais-democratas não excluem outros pedidos de audições, considerando que o aproximar da paragem dos trabalhos parlamentares - o último plenário está marcado para quarta-feira - "não pode servir como pretexto".

O vice-presidente da bancada do PSD lamentou ainda que dos 13,5 milhões de euros recolhidos pela sociedade civil "tão pouco" esteja a chegar às vítimas da tragédia.

"A nossa sociedade civil é muito melhor e é muito mais eficaz que o Governo. Temos um Governo muito mais pequeno que a sociedade civil portuguesa", lamentou.

Carlos Abreu Amorim apelou ainda que os diplomas apresentados pelo PSD, que preveem mecanismos rápidos de reparação aos herdeiros dos mortos e feridos graves, mereçam uma "maioria alargada" e sejam aprovados na próxima quarta-feira.

"Se não criarmos este mecanismo extrajudicial, os herdeiros dos mortos e feridos graves vão estar cerca de uma década à espera das indemnizações", alertou.

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