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Galpgate: "Ferro Rodrigues não se pode dar ao luxo de emitir opiniões"

Joaquim Jorge teceu duras críticas à forma como Ferro Rodrigues reagiu ao caso das viagens da Galp.

Galpgate: "Ferro Rodrigues não se pode dar ao luxo de emitir opiniões"
Notícias ao Minuto

11:00 - 17/07/17 por Inês André de Figueiredo

Política Joaquim Jorge

As declarações de Ferro Rodrigues em entrevista à TSF espoletaram diversas críticas e, num artigo de opinião enviado ao Notícias ao Minuto, Joaquim Jorge refere que o presidente da Assembleia da República, sendo também a segunda figura do Estado, “tem responsabilidades acrescidas”, e “não se pode dar ao luxo de emitir opiniões a título pessoal, pois dão sempre azo a serem confundidas ora com o PS, ora com a Assembleia da República”.

“A Assembleia da República é a assembleia representativa de todos os portugueses. O seu presidente não pode nem deve tomar partido. Por outro lado, é uma clara ingerência na justiça e entendido como um forma de pressão”, concretiza.

Reportando-se às declarações sobre os convites para ver jogos de futebol, o fundador do Clube dos Pensadores, frisa que “não tem mal nenhum aceitar convites para ir ao futebol, mas depende de quem os oferece e de quem os aceita”.

Deste modo, Joaquim Jorge entende que as ofertas em causa tinham “um motivo e algo dissimulado”. “O secretário de Estado da Internacionalização, Jorge Costa Oliveira, que tutelava a Aicep e, portanto, poderia influenciar o processo de decisão relativa a uma candidatura da Galp a apoios do Portugal 2020. O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade poderia conceder um perdão fiscal à Galp no programa de amnistia fiscal do governo”, exemplifica.

“Acho que os políticos se julgam pessoas tão importantes e que estão lá do alto do seu pedestal, que pensam que tudo lhes passa por baixo, que são intocáveis e que ninguém lhes pode fazer mal. Mas estão enganados, cada vez mais, mas as pessoas estão atentas ao que se passa no Estado e não aceitam nem toleram situações de favor ou menos claras”, atira o biólogo.

Nesta senda, Joaquim Jorge considera ainda que “um membro do governo que pode ter de tomar decisões que podem ser favoráveis ou desfavoráveis sobre uma empresa deve abster-se de aceitar convites, almoços, prendas e mostrar algum distanciamento”.

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