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Pedrógão: "De um primeiro-ministro esperam-se respostas e não perguntas"

CDS exige explicações ao Governo sobre a tragédia de Pedrógão Grande que tirou a vida a 64 pessoas.

Pedrógão: "De um primeiro-ministro esperam-se respostas e não perguntas"
Notícias ao Minuto

18:04 - 22/06/17 por Melissa Lopes

Política Assunção Cristas

A líder do CDS não tem dúvidas: há responsabilidades políticas naquilo que aconteceu em Pedrógão Grande. Por essa razão, enviou 25 perguntas ao primeiro-ministro para que se possam "tirar lições para o futuro" e "restabelecer confiança no Estado que está profundamente abalada".

"O senhor primeiro ministro pode fazer as perguntas que entender, para fora tem que dar respostas. E ao Parlamento compete fazer perguntas ao Governo. Como é evidente, não as sabe responder por si só, terá de inquirir as autoridades operacionais no terreno que podem ajudar nessas respostas", disse Assunção Cristas no Parlamento, onde deixou bem vincado que a responsabilidade de António Costa é "dar respostas" e não "fazer perguntas".

Além das questões técnicas, "há várias questões políticas que têm que ser colocadas", justificou assim Cristas o envio das 25 perguntas a Costa. Quanto às respostas, anteviu, "o Governo não deve demorar muito tempo para conseguir responder a tudo". "Seria um bom sinal se o pudesse fazer com celeridade, seria sinal de que a coordenação teria voltado", sublinhou.

Questionada sobre se o CDS pedia a demissão da ministra da Administração Interna, Cristas não deu uma resposta assertiva, mas disse não considerar admissível que a ministra tenha dito na televisão que, perante esta tragédia, ainda não tem qualquer evidência de falhas dos serviços.

"Não é possível ter essa visão simplista", afirmou, realçando as dúvidas que estão na cabeça de todos os portugueses: "como é que foi possível esta tragédia?". Assunção Cristas espera então as respostas do primeiro-ministro "para que todos possamos retomar paz, a tranquilidade, a confiança nas instituições e, evitar estes episódios para o futuro".

O CDS-PP questiona, por exemplo, quem deu o primeiro alerta para o incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, e que causou pelo menos 64 mortos, qual a causa ou causas do incêndio ou se o sistema de comunicações SIRESP falhou ou não.

A presidente do CDS-PP questiona ainda o primeiro-ministro se concorda com a ministra da Administração Interna de que "não há prova de ter havido qualquer falha na resposta do Estado", se mantém a confiança em Constança Urbana de Sousa e se "assume que houve descoordenação política".

"Na nossa perspetiva há muito por esclarecer e há muitas questões que têm versões contraditórias por parte de diferentes ministros e secretários de Estado. Obviamente se há tanta pergunta por fazer, é porque há muito por esclarecer", justificou Assunção Cristas.

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