Eleições francesas são "um sinal claro" do "vale tudo" em política

Porfírio Silva considera que após as eleições francesas, o Partido Socialista daquele país precisa de proceder a alterações.

© Global Imagens
Política Porfírio Silva

Porfírio Silva usa o exemplo das eleições francesas, que acontecem este domingo, para mostrar o que, na sua opinião, vai mal no socialismo democrático na Europa.

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Segundo o próprio, aquilo que se passa com os partidos de Esquerda de França prova que “quando o sectarismo suplanta a capacidade federadora, os socialistas perdem.”.

“Os socialistas só conseguem ter uma voz na condução dos seus países e na mobilização das suas sociedades quando são plurais, quando conseguem fazer a síntese de diferentes correntes presentes no seu espectro de representação”, escreve no blogue Maquina Especulativa, usando como exemplo “as acusações múltiplas de ‘traição’, que foram sendo proferidas no caminho para as candidaturas presidenciais saídas do espaço do reinado de Hollande”.

Porfírio Silva chega mesmo a considerar que as eleições francesas são “um sinal claro do “vale tudo” em política” e que após as eleições, “o Partido Socialista Francês vai sair deste processo à beira da exaustão”.

Este defende por isso que “tal como Portugal”, onde há “uma colaboração do PS à sua esquerda”, também em França o Partido Socialista deve “dialogar tanto ao centro como à esquerda”.

“Porque, insisto, o papel político do socialismo democrático na Europa passa, hoje, necessariamente, pelo exercício da capacidade federadora”, remata.

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