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Holanda: "Europa suspirou de alívio, mas haverá outro teste"

Joaquim Jorge, fundador do Clube dos Pensadores, analisa o resultado das eleições legislativas na Holanda, em que Mark Rutte foi reeleito primeiro-ministro.

Holanda: "Europa suspirou de alívio, mas haverá outro teste"
Notícias ao Minuto

19:08 - 17/03/17 por Notícias Ao Minuto

Política Joaquim Jorge

Apesar do "alarmismo" e do "receio" da vitória do partido de extrema-direita de Geert Wilders, na Holanda, tal não veio a verificar-se.

Embora o vencedor, Mark Rutte, do Partido Popular para a Liberdade e a Democracia, tenha perdido 10 deputados (obteve 20% dos votos).O que obriga o partido a uma coligação com pelo menos quatro partidos.

É "uma vitória que sabe a pouco", embora prevaleça, em última instância, a sensação de alívio. 

"Entre a saída imediata da União Europeia, a proibição do Corão, o encerramento das mesquitas, o fim imediato de toda a ajuda pública ao desenvolvimento, preferiram continuar com a democracia e com a tolerância", analisa o candidato a Matosinhos, para quem a Europa "suspirou de alívio".

Contudo, lembra, "brevemente haverá outro teste nas eleições presidenciais francesas. Todos contra Le Pen". O populismo, uma ameaça constante, "é uma estratégia para se obter o poder" que resulta, analisa Joaquim Jorge, das frustrações de uma sociedade em mudança, da precariedade económica, do medo e da insegurança perante o futuro.

"O populismo, desta vez, não capitalizou perante os holandeses". O efeito Donald Trump não passou para a Holanda. Os holandeses foram sensatos e evitaram sobressaltos. O estancar da febre populista americana é uma boa nova e a Europa respirou de alívio", reforça ainda o comentador. De resto, a participação eleitoral de 81% "foi surpreendente".

Na visão do biólogo, a reduzida abstenção deve-se ao facto de na Holanda se facilitar a votação, permitindo ao eleitor votar pessoalmente ou não, entregando o voto a outra pessoa, desde que identificada. Além disso, o eleitor pode decidir em que sítio da cidade quer votar. "Parece que não, mas são pequenos grandes detalhes que contribuem para facilitar a vida ao eleitor", remata.

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