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Cavaco Silva quer "silenciar discussão sobre saída do euro"

O especialista em Direito do Trabalho Garcia Pereira acusou hoje o Presidente da República de "silenciar a discussão sobre a saída do euro" por parte de Portugal com a convocação para hoje do Conselho de Estado.

Cavaco Silva quer "silenciar discussão sobre saída do euro"

O que Cavaco Silva "está a fazer é uma coisa muito mais esperta do que parceria à primeira vista", uma vez que "está a tentar antecipar e silenciar a discussão sobre a saída do euro que é um tema absolutamente incontornável para a saída da crise", disse Garcia Pereira aos jornalistas à margem da conferência 'Troika Ano II', organizada pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal e pelo Instituto Europeu, para assinalar os dois anos da assinatura do memorando de entendimento da assistência financeira a Portugal.

O também professor universitário disse que o Presidente da República "é um dos principais responsáveis" pelo "abafamento" do debate sobre a saída de Portugal da zona euro e que se torna "cada vez mais nítido que Portugal, para poder livrar-se de uma crise enorme e duma verdadeira tragédia em termos económicos e sociais, tem que relançar a sua atividade económica".

Para isso, adiantou Garcia Pereira, "só é possível se sairmos do euro", significando recuperar "a liberdade de decisão, designadamente em termos económicos, fiscais, financeiros e orçamentais".

O advogado referiu que a questão com a 'troika' (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia, Banco Central Europeu) "não é um problema de renegociação", até porque "esta dívida não foi contraída pelo povo português nem em seu benefício", pois decorre "da lógica do processo de integração europeia imposta sobretudo pela Alemanha com a conivência cúmplice dos diversos governos portugueses que se caracterizou por destruir completamente a capacidade produtiva do país".

Para Garcia Pereira, um país que fica reduzido à situação "de nada produzir e ter que importar mais de 80% do que consome é necessariamente um país endividado" e se a isso se somar "as trafulhices jurídico-financeiras das Parcerias Público-Privadas, o BPN, as rendas excessivas na energia e nos combustíveis", há uma determinada origem da dívida "que não tem nada a ver com o cidadão comum nem com essa explicação provocatória de que os portugueses viveram acima das suas possibilidades".

O especialista em Direito do Trabalho considerou que a dívida portuguesa "é impagável e não deve ser paga".

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