PSD e CDS selam acordo para coligação em Sintra

Os presidentes das distritais de Lisboa do PSD e do CDS-PP anunciaram hoje que os partidos vão concorrer em coligação no município de Sintra nas autárquicas deste ano, numa candidatura liderada pelo independente Marco Almeida.

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Política Autárquicas

"PSD e CDS têm, assim, o privilégio de apresentar como candidatos Marco Almeida, cabeça de lista à Câmara Municipal, e José Ribeiro e Castro, cabeça de lista à Assembleia Municipal, dois nomes capazes de oferecer a Sintra mais energia, mais ambição e mais futuro", refere um comunicado conjunto dos presidentes das distritais do PSD e do CDS-PP, a que a Lusa teve acesso.

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Segundo o documento subscrito por Miguel Pinto Luz, presidente da distrital social-democrata, e João Gonçalves Pereira, que lidera a distrital do CDS-PP, o acordo para a coligação em Sintra vai ser submetido "para aprovação às respetivas comissões políticas".

"É uma necessidade política e um dever cívico construir uma plataforma alargada, no plano partidário e da sociedade civil, que combata vigorosamente a estagnação e o subdesenvolvimento a que o concelho e os seus cidadãos têm sido votados pela atual gestão socialista", explicam os dirigentes distritais.

Após uma avaliação da situação política no segundo maior concelho do país (presidido pelo PS), Pinto Luz e Gonçalves Pereira consideram que "uma candidatura mobilizadora e integradora será seguramente ganhadora, oferecendo uma nova esperança a todos os sintrenses".

Os dois dirigentes adiantam que chegaram a acordo em relação aos "termos gerais da coligação no processo eleitoral autárquico", ficando assim estabelecido que a indicação do cabeça de lista à câmara será da responsabilidade do PSD e o da assembleia municipal caberá ao CDS-PP.

Além da submissão do acordo às respetivas comissões políticas, no caso do partido de Assunção Cristas a proposta de coligação será apresentada ao conselho nacional.

"Há conversações a decorrer e o dr. Marco Almeida é que é o líder do projeto e, portanto, ele é que faz a lista", afirmou hoje à Lusa José Ribeiro e Castro, antes de ser conhecida a decisão das distritais dos dois partidos.

O ex-deputado e antigo presidente da Assembleia Municipal de Sintra, entre 2001 e 2005, eleito no primeiro mandato do social-democrata Fernando Seara na câmara, mostrou-se disponível para voltar à vila em coligação com o PSD, mas aguardava pelo resultado das negociações.

A comissão política nacional do PSD já aprovou a candidatura de Marco Almeida à Câmara de Sintra, depois de o seu ex-militante ter concorrido como independente em 2013, sendo derrotado pelo candidato do PS, Basílio Horta, por cerca de 1.700 votos (ambos com quatro eleitos).

Marco Almeida conseguiu ficar à frente do social-democrata Pedro Pinto (dois eleitos).

Em janeiro, Marco Almeida, atualmente vereador da oposição em Sintra e candidato independente à autarquia pelo PSD (do qual já foi militante), informou que António Capucho, expulso do partido em 2014, iria liderar a candidatura à assembleia municipal.

Porém, a comissão política concelhia do PSD aprovou, a 07 de fevereiro, por unanimidade, a indicação "do nome de António Costa Rodrigues, como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Sintra".

Miguel Pinto Luz explicou dias depois que a distrital assumia o processo e que continuava "em negociações com o CDS-PP para uma coligação".

A concelhia de Sintra do CDS-PP também se pronunciou contra uma coligação com o PSD, mas António Capucho disponibilizou-se para "ceder o lugar" de modo a facilitar o acordo com os 'centristas'.

O movimento independente Sintrenses com Marco Almeida assina, na terça-feira, um acordo autárquico com o movimento "Sintra, Paixão com Independência", liderado por Barbosa de Oliveira, antigo presidente da Junta de Freguesia de Queluz eleito pelo PS.

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