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Nacionalização do Novo Banco? "Não devemos vendê-lo a todo o custo"

João Galamba e Adolfo Mesquita Nunes comentaram a possibilidade de nacionalização do Novo Banco, sobre a qual discordam.

Nacionalização do Novo Banco? "Não devemos vendê-lo a todo o custo"
Notícias ao Minuto

23:13 - 11/01/17 por Notícias Ao Minuto

Política Comentário

O socialista João Galamba e o centrista Adolfo Mesquita Nunes debateram esta quarta-feira, no seu espaço habitual na SIC Notícias, a hipótese de o Novo Banco ser nacionalizado ao invés de ser vendido.

Mostrando-se reticente a comentar a hipótese de se transformar o antigo BES num banco público, por ser uma proposta que desconhece, Adolfo Mesquita Nunes considerou que "atirar" essa possibilidade para a "praça pública", numa altura em que se está a negociar a sua venda, "só perturba o processo negocial".

"Quando se está num processo negocial, de acordo com aquilo que foi uma estratégia definida há mais de um ano, e de repente se perspetiva a possibilidade de nacionalização, sem definir em que termos, penso que estamos a perturbar o processo negocial", referiu, acrescentando que é preciso saber que tipo de nacionalização se está a falar.

"Não é por acaso que já ouvimos nomes como Ricciardi e Catarina Martins defender a nacionalização. Significa, de certeza, que não estão a falar da mesma coisa. Há muitas formas de nacionalizar", notou.

João Galamba não partilha da mesma opinião. "Se há coisa que perturba a venda é o comprador saber que o vendedor não tem alternativa a vender o banco. A nacionalização surge como uma alternativa, uma posição de recuo, face à impossibilidade de fazer uma venda aceitável e é exatamente aquilo que melhor preserva a posição negocial do Estado", argumentou o deputado socialista para quem a venda do Novo Banco só pode acontecer nos "termos aceitáveis", tendo em conta o "preço e a natureza do capital".

Sublinhando que as propostas anteriores de venda mostraram que o banco "não é vendável em condições aceitáveis", a não ser com uma forte subsidiação do Estado, o socialista notou que o panorama "mostra que não devemos continuar a vender o banco a todo o custo mas que se calhar não está hoje em condições de ser vendido".

Mais ainda porque, acrescentou, há um consenso internacional sobre a fraqueza do sistema financeiro português, no que diz respeito à qualidade de ativos e de rentabilidade. "Se esta venda fracassar como têm fracassado todas as outras devemos parar para pensar e se calhar estamos a abordar o problema de maneira errada", insistiu Galamba.

Adolfo Mesquita Nunes, por outro lado, frisou que uma nacionalização ocorre como "último recurso, quando não é possível recorrer a mais nada". Por essa razão, sustentou, é que nunca tinha sido pensada pelo governo anterior. "A partir do momento em que nacionalizamos o banco, deixamos de conhecer os riscos dos contribuintes porque o banco passa a ser dos contribuintes", defendeu o centrista, deixando algumas perguntas no ar.

"[Com a nacionalização], depois é para fazer o quê? Dois bancos públicos? Com que garantias de que vão ser bem geridos, se nós nem em relação à Caixa encontramos um consenso de Estado sobre qual a melhor estratégia? Não acabará o Estado a retalhar o banco e depois a vendê-lo a privados?"

Por fim, admitindo que "não há soluções fáceis para este problema", Mesquita Nunes disse ter uma "oposição de princípio" em relação a esta matéria e recomendou à maioria parlamentar para que se entenda sobre o que é que entendem que é uma nacionalização, de forma a ninguém [Bloco de Esquerda e Partido Comunista] acabar desiludido. 

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