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Do "caminho impossível" ao "poucochinho". Partidos reagem a Marcelo

Na sua primeira mensagem de Natal enquanto Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa disse que 2016 foi o ano da “gestão do imediato”, mas que 2017 terá de ser diferente. “2017 tem de ser o ano da gestão a prazo e da definição e execução de uma estratégia de crescimento económico sustentado”, afirmou, reconhecendo que foram dados “pequenos passos”, mas alertando que ainda há “muito por fazer”.

Do "caminho impossível" ao "poucochinho". Partidos reagem a Marcelo

Na sua primeira comunicação ao país por ocasião do Ano Novo enquanto Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa descreveu 2016 como o ano da "gestão do imediato" e desejou mais "crescimento económico" em 2017, reconhecendo "pequenos passos", mas "muito por fazer". O chefe de Estado não deixou ainda de salientar que foi "indesmentível" a existência de "estabilidade social e política"

Satisfeito com este discurso ficou o Partido Socialista que, através de Porfírio Silva, saudou a “determinação evidenciada pelo Presidente da República em contribuir para um clima de serenidade e paz social, tão importante para que (…) 2017 seja mais um ano de trabalho consequente em prol do progresso e desenvolvimento do país e para que os frutos desse progresso e desenvolvimento sejam partilhados de forma justa por todos os portugueses”.

Registo diferente teve o Bloco de Esquerda que não perdeu a oportunidade para lançar farpas ao anterior governo de Pedro Passos Coelho.

“Estas políticas que o senhor Presidente da República considera que são benéficas para o país foram políticas em confronto também com o anterior governo (…). Foram políticas que configuraram um caminho que foi considerado frequentemente, tanto pela Direita, como pela União Europeia, como um caminho impossível”, disse Pedro Soares, deputado bloquista.

Por sua vez, o Partido Comunista Português não fugiu ao seu habitual registo e assegurou que o novo ano “poderá corresponder” aos objetivos do Presidente se o país “romper com os constrangimentos que impedem” o seu “desenvolvimento soberano”.

“Designadamente se Portugal promover a renegociação da sua dívida, se se libertar da sua submissão ao euro e avançar no controlo público da banca e dos seus setores estratégicos”, apontou Manuel Rodrigues, que integra a Comissão Política do PCP.

Do lado da Oposição, o Partido Social Democrata reagiu pela voz do dirigente Matos Correia que, no seu discurso, rejeitou que os sociais-democratas sejam responsáveis pelo clima de crispação política depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter dito, na sua mensagem de Ano Novo, que o “ambiente nos debates entre políticos foi mais dramatizado do que na sociedade em geral”.

Ainda sobre o discurso do Presidente, Matos Correia destacou a “referência que [Marcelo] fez à necessidade de o país substituir a gestão no imediato pela gestão a prazo dos problemas fundamentais com que é confrontado”, garantindo que, da parte do Governo, era “possível fazer bastante melhor que o poucochinho que foi feito”.

Por fim, Nuno Melo, do CDS-PP, não teve ‘papas na língua’ ao dizer que as prioridades que foram traçadas pelo Presidente para 2017 são as que “não foram concretizadas em 2016”, razão pela qual a governação do PS, considerou, foi uma “governação falhada”.

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