PS lamenta "disfuncionalidade política da oposição"

O líder parlamentar socialista defendeu hoje a atual solução que viabilizou o Governo do PS e a confiança crescente dos portugueses na mesma face à "disfuncionalidade política da oposição" PSD/CDS-PP.

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Política OE2017

Lisboa, 29 nov - O líder parlamentar socialista defendeu hoje a atual solução que viabilizou o Governo do PS e a confiança crescente dos portugueses na mesma face à "disfuncionalidade política da oposição" PSD/CDS-PP.

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"A disfuncionalidade política da oposição e o seu pavor a qualquer sucesso de agora levam-na a todas as invetivas, como a de desvalorizar, ou até negar, quaisquer progressos comprovados", afirmou Carlos César, na sessão de encerramento da discussão sobre o Orçamento do Estado para 2017 (OE2017).

O deputado e também presidente do PS afirmou que, "felizmente", [os partidos da anterior coligação governativa] não tiveram sorte "porque a sorte que escolheram era a má sorte do país, pior para eles, melhor para Portugal!"

"A estabilidade política, por si só, não é suficiente, mas é condição necessária. Acabou, como salientou o Presidente da República, 'por entrar na vida dos portugueses', constituindo-se como um fator de confiança. Muitos portugueses que desconfiavam de soluções à esquerda estão, hoje, tranquilos e confiantes", sublinhou.

César congratulou-se com a aprovação, hoje, do OE2017, "relativo ao segundo ano desta Legislatura que terminará em 2019".

"Com o maior dos desplantes, o ainda líder do PSD acusa a atual governação de excesso de partidarismo. Bem pelo contrário - a estabilidade política, que construímos no dia-a-dia, sendo também resultado de um diálogo interpartidário apurado, não se sobrepõe à opinião dos cidadãos", continuou o líder da bancada do PS, defendendo que "é por isso" que a maioria ganha "mais estabilidade e mais paz social, na mesma proporção" em que se rompe com "a sobranceria e o autocratismo da governação anterior do PSD e do CDS".

O presidente do PS também visou o CDS-PP e recentes declarações da sua presidente Assunção Cristas, defendendo o 'radicalismo do amor'.

"Talvez se tenham esquecido da Encíclica 'Lumen Fidei', em que o papa Francisco escreveu que 'a maioria das pessoas hoje em dia não considera o amor como relacionado de alguma forma com a verdade. Sem a verdade, o amor é incapaz de estabelecer um vínculo firme'. Aconselhamos, pois, o CDS a inspirar-se na verdade para se reencontrar com o seu próprio país", desafiou.

Para César, "o PSD, esse, já se sabe, entende que só eles sabem e que está tudo mal".

"Não estranhamos, mas lembra-nos a história dos pais que achavam que o filho de passo trocado no desfile era o único que marchava bem. Assim é o PSD!", criticando o facto de os sociais-democratas prometeram propostas estruturais no debate sobre o OE2017 e, "afinal, não eram coisa alguma".

O deputado socialista, que foi enumerando várias medidas de devolução de direitos e rendimentos aos portugueses e de incentivo à economia ao longo do discurso, referiu-se à eleição da palavra 'pós-verdade' como vocábulo do ano para lembrar que aquilo que alguns "impuseram como verdade ontem", fica provado, "aqui, que agora é outra".

"Confiança é a palavra-chave do presente e do futuro", garantiu, exemplificando com a "confiança parlamentar, confiança dos que observam e são destinatários do esforço" de Governo e maioria.

Segundo César, "a confiança" foi o que "permitiu escapar às sanções devidas aos incumprimentos do Governo PSD/CDS, ao reconhecimento europeu da boa execução orçamental em 2016 e à validação do Orçamento para 2017".

A proposta de lei de OE2017 foi entregue pelo Governo socialista na Assembleia da República em 14 de outubro, seguindo-se a discussão e votação na generalidade, em 03 e 04 de novembro. PS, BE, PCP e PEV aprovaram o documento, com votos contra de PSD e CDS-PP e a abstenção do PAN.

Entre 07 de novembro e segunda-feira decorreu o processo de discussão na especialidade e foram propostas mais de 400 alterações por todas as bancadas partidárias até 18 de novembro.

Hoje o OE2017 vai ser aprovado em votação final global por socialistas, bloquistas, comunistas, ecologistas e o deputado único do PAN, que alterou a sua posição de abstenção para voto favorável, enquanto sociais-democratas e democratas-cristãos se manterão contra a lei que comporta as receitas e despesas propostas pelo executivo e autorizadas pelo parlamento para o próximo ano.

O OE contempla o conjunto das Administrações Públicas que, para além da Administração Central e seus subsetores Estado e Serviços Integrados, inclui a Segurança Social e a Administração Regional e a Local.

 

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