"Orçamento seria bem diferente se PS tivesse maioria absoluta"

Os Verdes assinalaram hoje a diferença entre o Orçamento do Estado (OE) para 2017 que vai ser aprovado e o documento que existiria se o PS tivesse maioria absoluta, sublinhando a continuação da reposição de rendimentos.

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Política OE2017

"Não nos iludamos, se este OE fosse de um PS com maioria absoluta seria bem diferente", afirmou a deputada Heloísa Apolónia do partido ecologista Os Verdes, no encerramento da discussão no parlamento da proposta de OE para 2017.

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Para tal, disse Heloísa Apolónia, basta olhar para os orçamentos de anteriores Governos socialistas.

Numa intervenção na qual advogou "uma Caixa Geral de Depósitos forte, robusta, sólida para estimular a economia", recusando "novelas que prejudiquem ou adiem ou dificultem esse objetivo", a deputada do PEV apontou algumas das "virtudes" do OE para 2017, como a continuação da reposição de rendimentos, a introdução de medidas ambientais relevantes ou os passos dados como a redução para as famílias dos custos com a educação dos filhos.

"Trabalhámos sempre com grande seriedade neste Orçamento, empenhámo-nos com propostas concretas e não perdemos tempo a tomar as propostas dos outros como se fossem nossas. Trabalhámos com grande lealdade, ajustámos propostas, mas não dissemos uma coisa num dia para dizer outra no dia seguinte, demos contributos antes mesmo da proposta de OE chegar à Assembleia da República", assinalou.

Frisando que os Verdes também sempre deixaram claro ao Governo que "não se podia recuar em qualquer circunstância na reposição de rendimentos" e que a eliminação da sobretaxa "não podia derrapar para ninguém para lá do ano de 2017", Heloísa Apolónia lembrou igualmente algumas das propostas apresentadas pelo PEV na especialidade, nomeadamente a redução do preço do passe social para os jovens estudantes universitários e a dedução do passe mensal para todos os membros da família em sede de IRS.

"Este OE dá muitos sinais de uma rutura com aqueles que eram os objetivos políticos do PSD e do CDS", notou ainda Heloísa Apolónia, falando na intenção de sociais-democratas e democratas-cristãos em privatizar setores fundamentais, incluindo a Caixa Geral de Depósitos e os sistemas de Segurança Social, e do trabalho realizado para "o empobrecimento do povo português".

"A máxima do PSD e do CDS era de quem trabalha, quem estuda, quem precisa de cuidados de saúde sai caro ao país, promoveram por isso políticas de cortes, de precariedade, de desinvestimento", acusou, considerando que, por isso, "não é de estranhar que PSD e CDS não se conformem com o facto de se provar que há alternativa a uma política de degradação e de empobrecimento".

VAM // ZO

Noticias Ao Minuto/Lusa

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