"Passos mais não tem feito do que estar a bombardear a CGD"

O seu objetivo, defende Fernando Medina, é esconder a sua incapacidade para resolver o problema enquanto era primeiro-ministro.

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Política Fernando Medina

Fernando Medina, no seu espaço de comentário semanal da TVI 24, considerou que a demissão de António Domingues da administração da Caixa Geral de Depósitos era algo já aguardado e uma situação triste que só dá “razão” a Passos Coelho que tanto tem “bombardeado” o banco público.

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Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, foi “sem surpresa” que viu o anúncio da demissão e que considera tratar-se de “um fim inglório” para António Domingues.

“Depois de tantas vicissitudes e dado o carácter central da CGD acho que se trata uma trivialidade no sentido do interesse do país, daquilo que é uma questão de interesse pessoal de um administrador”, disse Medina, acrescentando que não entende este desfecho, a menos que “pessoas que provam ser bons gestores, não têm competências necessárias para ser administradores públicos”.

O político considerou ainda ser “uma trivialidade” toda esta situação, dado que “qualquer gestor de uma empresa pública tem que entregar as remunerações”, algo que prova, segundo o próprio, que António Domingues não era provavelmente a pessoa certa para o cargo. E deixou palavras menos bonitas a Passos Coelho, que considera ter gerado grande parte da polémica.

“O que é lamentável nesta trajetória da Caixa é que foi um processo muito difícil de conseguir um programa de capitalização. A Caixa não tinha solução quando este Governo assumiu funções. Passos Coelho deixou a Caixa sem qualquer solução, bloqueada, e este governo conseguiu desbloquear a situação e arranjar uma solução… Mas depois perdem-se por causa da entrega de uma declaração”, referiu, acrescentando que “a posição do PSD e do CDS é lamentável” e que a demissão de António Domingues “só lhes deu razão”.

“Passos mais não tem feito do que estar a bombardear a CGD […] Passos tem estado concentrado em desgastar a CGD porque não quer uma CGD 100% pública para se defender da sua inação e da sua incapacidade para resolver o problema enquanto primeiro-ministro”, rematou.

 

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