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PSD desconhece "totalmente" divisões no Governo

O vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva disse hoje que o Governo está "num quadro de grande coesão da coligação", referindo desconhecer "totalmente" alegadas divisões no Conselho de Ministros que decorreu na sexta-feira.

PSD desconhece "totalmente" divisões no Governo

"Parece-me óbvio que o Governo está num quadro de grande coesão da coligação, tentando encontrar a resposta para um problema ["chumbo" do Tribunal Constitucional a quatro normas do Orçamento do Estado para este ano], que é exigente", disse Jorge Moreira da Silva.

Questionados pelos jornalistas, durante uma vista à feira agro-pecuária Ovibeja, em Beja, Jorge Moreira da Silva disse que desconhece "totalmente" a existência de divisões no Conselho de Ministros de sexta-feira, das quais teve conhecimento através de um jornal, e, por isso, alegou não ter condições para fazer comentários.

O semanário Expresso noticiou na sua edição online de sexta-feira que a reunião de Conselho de Ministros realizada no mesmo dia só terminou perto das nove da noite e decorreu num clima duríssimo.

Segundo o jornal, que cita dois dos presentes na reunião sem os identificar, Paulo Portas protagonizou, com Paula Teixeira da Cruz, Miguel Macedo, Aguiar Branco e Álvaro Santos Pereira a barragem a algumas das propostas mais radicais das Finanças, nomeadamente no que toca a cortes nas pensões e salários.

"Depois da decisão do Tribunal Constitucional, Portugal tinha três caminhos", disse Jorge Moreira da Silva, referindo que o primeiro seria dizer que não cumpria as metas orçamentais, o que "seria caminhar na direcção de um segundo resgate" e "mau" para o país.

Não cumprir as metas orçamentais, explicou, "pode dar origem a um alívio momentâneo, mas empurrará a austeridade durante mais tempo e colocará Portugal durante mais tempo numa situação de menor autonomia orçamental e financeira".

O segundo caminho, continuou, seria "aumentar impostos", mas "o Governo recusou-se a seguir esse caminho".

O terceiro caminho, acrescentou, é "uma opção exigente, mas é aquela que o Governo optou por assumir e a que o PSD também defende", ou seja, a "redução da despesa, para cumprir as metas orçamentais", mas "que não deve ser vista apenas numa lógica de cortes nos consumos intermédios e desperdícios":

"Tudo isso continua a ser relevante, mas é necessário avançar com uma redução da despesa mais estrutural, que passe por redefinir as funções do Estado", defendeu.

"Não é uma reforma deste Governo, desta legislatura, é uma reforma que deve ser feita para um horizonte que vá para lá desta legislatura" e "pressupõe uma grande discussão interna no Governo, que é uma discussão exigente, mas também necessita do envolvimento de todos os partidos, de todas as forças políticas e sociais e também do PS", disse.

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