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Os "artistas" que tentam "pateticamente" comparar as licenciaturas falsas

Este é um tema que já levou a duas baixas no Governo liderado por António Costa.

Os "artistas" que tentam "pateticamente" comparar as licenciaturas falsas

Primeiro foi Rui Roque, adjunto do gabinete do primeiro-ministro, quem abandonou o Governo depois de se saber que não tinha nenhuma licenciatura, ao contrário do que constava no despacho da nomeação.

Uma semana depois foi a vez de Nuno Félix, chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e Desporto, demitir-se na sequência da vinda a público das suas duas falsas licenciaturas.

Perante este cenário, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD rejeita qualquer comparação com o que sucedeu com Miguel Relvas.

“Andam por aí uns artistas do spin a tentarem fazer, pateticamente, uma analogia entre os casos das licenciaturas falsas deste Governo e o que aconteceu com Miguel Relvas”, começa por dizer o social-democrata, acrescentando de imediato que esta ideia é “infantil” e não passa de um tentativa de “tentar atenuar a culpa de uns com a do outro e embrulhar tudo no mesmo”.

Carlos Abreu Amorim explica então num longo texto publicado na sua página do Facebook por que os casos do Governo socialista não podem ser comparados ao do governo PSD/CDS.

“Não há qualquer similitude entre as situações” porque “Relvas não alegou ter uma licenciatura sem ter obtido o título universitário”.

“Fê-lo de acordo com as regras que a própria universidade aplicou e declarou-se licenciado com um diploma na mão. Os dois boys socialistas conhecidos numa semana (até agora!) declaram três licenciaturas e não tinham nenhuma de acordo com as Universidades. Mentiram, portanto”, atira.

O que também distingue as duas situações, sublinha, é a forma de atuar dos dois governos. Enquanto o governo PSD/CDS “investigou oficialmente o caso Relvas” e “anulou administrativamente a licenciatura”, o Governo da “Geringonça fez o contrário: negou, tentou esconder, mentiu, desvalorizou e agora faz spin”.

Por fim, destaca, o que “está em causa é que um secretário de Estado foi corrido quando informou o ministro da mentira descabelada de um boy”.

“O que está em causa é que, a serem verdadeiras as alegações do ex-secretário de Estado, tudo indica que o ministro sabia de tudo, foi conivente e mentiu”.

“Só posso concluir que a máquina de lavar e de spin é ainda maior do que supunha...”, rematou.

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