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"O Reino Unido vai permanecer na União Europeia. Que pena!"

“Se o Reino Unido saísse, criava-se ocasião para reapreciar erros recentes”, admite Correia de Campos.

"O Reino Unido vai permanecer na União Europeia. Que pena!"

Correia de Campos está convicto de que a saída do Reino Unido era boa para a União Europeia, porque abriria as portas a uma reformulação e ao repensar de alguns dos seus princípios.

“A acreditar nas sondagens, o Reino Unido vai permanecer na União Europeia. Que pena! Vamos perder uma ocasião única de esta se reformar a sério”, escreveu o jurista num artigo de opinião publicado no site Ação Socialista.

Referindo-se à União Europeia como uma organização “liderada por medíocres conservadores”, Correia de Campos frisou que “eles [os britânicos] continuarão a sugar-nos até ao tutano nos dinheiros do Horizonte 2020, desfigurarão os tratados conforme as suas conveniências, descartarão os valores morais do modelo social europeu para seguir os seus e aproveitarão até ao limite as vantagens do mercado único”.

“Tudo seria diferente se no Reino Unido vencesse o não à Europa. Teríamos mais leveza para reformar as instituições, talvez viéssemos a convencer os governos do necessário relançamento da economia, em vez de deixarmos o trabalho todo às costas de Mário Draghi. Seríamos aliviados do ‘cheque britânico’, concentraríamos o investimento científico nos países mais inovadores do Continente e o Parlamento deixaria de ouvir o anedotário teatral do Sr. Nick Farage e do seu ódio racial, anticontinental e isolacionista”, acrescentou.

No entender de Coreia de Campos, “se o Reino Unido saísse da União, o pequeno e dependente país que somos ainda teria uma outra oportunidade: pensar o seu grito de evasão. Pensar, isto é, considerar a hipótese, estudar prós e contras. Não seríamos certamente os únicos e alguns outros, quatro a cinco vezes maiores que nós, não desperdiçariam a ocasião para questionar todo o modelo da União”.

Além disso, referiu, “se o Reino Unido saísse, criava-se ocasião para reapreciar erros recentes. Reuniríamos as energias que hoje nos falecem para questionar a mediocridade e falta de perspetivas das políticas anticíclicas restritivas”.

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