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"Mesmo na ditadura, governo recuava. O de Passos não"

As declarações são do histórico socialista Manuel Alegre.

"Mesmo na ditadura, governo recuava. O de Passos não"

O histórico socialista foi o convidado especial do programa 'Grande Entrevista' da RTP3. Numa conversa a recordar o seu passado histórico, Manuel Alegre teve tempo ainda para comentar a atualidade política.

"Há uma mudança de paradigma em Portugal. Acabou-se com a ideia do arco da governação", disse, referindo-se ao acordo protagonizado por António Costa (PS), Catarina Martins (Bloco) e Jerónimo de Sousa (PCP).

Para Manuel Alegre, há elogios que são necessários e passam mesmo pela posição do líder do PCP, quando decidiu apoiar António Costa. "Acho que Jerónimo de Sousa teve um papel muito importante e que não fácil".

"Todos têm mérito neste acordo. As pessoas perceberam que aquela política estava a ser muito violenta e o anterior governo não era sensível às manifestações. O governo não cedia", explicou, comparando com o tempo da ditadura, em que as manifestações estudantis faziam o governo ceder, algo que não aconteceu com o executivo de Pedro Passos Coelho.

"Mesmo no tempo da ditadura, o governo recuava nas políticas e no governo de Passos, fosse pela troika ou não, isso não aconteceu", adiantou.

Quando questionado sobre se o Governo de António Costa tem 'prazo de validade', o escritor assegurou que "este Governo tem condições para durar", contudo pode também depender "da situação internacional". "O que se está a fazer é importante para Portugal e para a Europa", frisou.

Já sobre o novo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Manuel Alegre acredita que "Marcelo tem condições para ser um bom Presidente". "Acho que amadureceu e é um homem que tem uma sólida formação jurídica, que tem uma visão histórica e cultural do país. Não somos da mesma família política mas ele tem que ser um presidente de todos os portugueses. Tem é que evitar alguma tentação", sublinhou.

"O problema é que o presidente anterior a partir de certa altura deixou de ser presidente de todos os portugueses, tomou demasiado partido, identificou-se muito com aquela coligação [PSD/CDS]. Confio mais em Marcelo. Os discursos do outro presidente não animavam muito as pessoas", rematou.

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