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As 12 recomendações para uma boa governação

Recomendações são dadas, esta segunda-feira, por António Correia de Campos no seu artigo de opinião no jornal Público.

As 12 recomendações para uma boa governação

Ministro da Saúde nos governos de António Guterres e José Sócrates, Correia de Campos dá hoje um conjunto de 12 conselhos aos seus “amigos que foram para o Governo”.

Primeiro, começa por dizer que é preciso cumprir os compromissos, lembrando que o “Governo só existe devido aos compromissos negociados à sua Esquerda”. Depois explica que deve “divulgar a situação herdada em todas as suas consequências” e, se se queixar da herança deixada, deve então “apresentar soluções”.

“Queixas sem propostas são queixinhas”, aponta.

Em terceiro lugar, Correia de Campos sublinha que “lealdade é diferente de fidelidade” e aconselha o Executivo a “escolher os melhores, sejam quem forem, para executantes próximos”.

As mudanças na orgânica são o quarto conselho: “É natural que haja orientações para não promover mudanças orgânicas imediatas. Pode sempre prepará-las para serem lançadas no momento oportuno”.

Em quinto lugar, o antigo ministro aconselha os ministros a “respeitarem os serviços de linha” pois “quem está na linha – quem já se encontra a trabalhar há mais tempo nos ministérios – tem a autoridade da experiência”.

Não inflacionar os gabinetes” é a sexta recomendação, afinal são salários que saem dos bolsos dos contribuintes.

Em sétimo lugar, Correia de Campos lembra que “promessas sem continuidade são uma rampa inclinada para o insucesso”, por isso, sublinha que “nenhum ministro deve prometer o que não pode cumprir” e nesta senda aconselha também o Executivo a “seguir o programa eleitoral”.

Organizar as entrevistas” e “organizar as visitas” são o nono e o décimo conselhos, respetivamente. As entrevistas devem ser organizadas “por prioridade informativa e não por simpatia política ou pessoal”. Já relativamente às visitas, o antigo ministro da Saúde aconselha os governantes a evitarem o “embaraço ou mesmo o enxovalho de não terem técnicos ou mesmo dirigentes” a recebê-los.

A finalizar a sua lista de recomendações, Correia de Campos lembra que “nenhum ministro trabalha só”, por isso, “tem de coordenar esforços com colegas”. E a fechar aconselha os governantes a mudarem o número de telemóvel: “Será conveniente mudar de número, entregando o antigo a uma secretária que discretamente anotará as mensagens. Mas devem facultar o vosso número aos colaboradores mais diretos, será uma prova de confiança”, remata.

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