CGTP propõe ruptura com memorando da troika
À entrada para um encontro com os responsáveis da troika, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, deixou clara a posição da central sindical de uma “ruptura com o memorando da troika” porque “é a causa dos problemas com que nos confrontamos".
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O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, foi claro, à entrada para mais um encontro com os responsáveis da troika, ao afirmar que vai defende um “corte com o memorando” e, “acima de tudo (…) uma avaliação das políticas que a troika e o Governo estão a realizar em Portugal”.
“Políticas que estão a destruir a economia, a generalizar o desemprego, a pobreza e a exclusão social, que na prática (…) vão ter de ser chumbadas”, referiu Arménio Carlos, sugerindo “em primeiro lugar, a ruptura com o memorando da troika porque é a causa dos problemas com que nos confrontamos”.
Por exemplo, destacou o sindicalista, “a revisão da legislação laboral, toda ela, a redução do valor do pagamento do trabalho extraordinário, a redução das indemnizações, a redução da protecção social, o ataque à contratação colectiva, a não publicação das portarias de extensão, os chamados bancos de hora, e por aí fora”.
“Cada vez que a troika vem a Portugal diz sempre que fez uma avaliação muito positiva da aplicação do memorando mas depois acrescenta ‘é necessária mais austeridade e sacrifícios’”, apontou Arménio Carlos.


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