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Seria "um desastre" Portugal com um governo de gestão vários meses

O secretário-geral do PS afirmou hoje que um Governo de gestão seria "um desastre" para o país e insistiu que, com o voto socialista, nenhum executivo será inviabilizado sem que esteja garantida a formação de outro estável.

Seria "um desastre" Portugal com um governo de gestão vários meses
Notícias ao Minuto

21:49 - 16/10/15 por Lusa

Política António Costa

António Costa assumiu esta posição em entrevista à TVI, depois de questionado sobre a possibilidade de não se formar qualquer Governo com apoio maioritário no novo quadro da Assembleia da República, ficando o atual executivo em gestão por vários meses.

"A última coisa que seria saudável para o país seria ficarmos meses com um Governo de gestão. Ter um Governo de gestão seria péssimo para o país e seria um desastre. Portanto, não vejo nenhuma boa para razão para que se fique perante essa solução", declarou o líder socialista.

António Costa completou depois que, com o voto do PS, "nunca haverá a inviabilização de um Governo sem que esteja garantido a possibilidade de formação de um novo Governo com estabilidade".

"Portanto, não há nenhuma razão para termos esse cenário dos governos de gestão", disse, já depois de ter referido que sempre desaconselhou a realização de eleições legislativas no início de outubro, quer por causa do calendário europeu em termos orçamentais, quer por o Presidente da República já não dispor de poderes para dissolver o parlamento e convocar novo ato eleitoral.

Neste ponto, António Costa exemplificou mesmo com a pressão que está a ser exercida pela Comissão Europeia no sentido de que Portugal apresente um esboço de Orçamento do Estado para 2016, com o atual executivo cessante a alegar ausência de legitimidade para apresentar esse documento em Bruxelas.

Na entrevista, o líder socialista escusou-se a especificar o que dirá ao Presidente da República na reunião que terá na próxima semana no Palácio de Belém, tendo em vista a formação de um executivo no novo quadro parlamentar.

"Compete ao Presidente da República fazer as escolhas que tem a fazer", alegou.

No entanto, o secretário-geral do PS lembrou que ainda recentemente criticou a decisão de Cavaco Silva de "convidar o líder do seu partido" [Pedro Passos Coelho] para iniciar conversações para a formação do novo Governo, bem como o facto de na sua mensagem ter feito "uma exclusão de forças políticas que representam os portugueses" - uma alusão ao PCP e ao Bloco de Esquerda.

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