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"Há formas de solucionar o endividamento sem o custo da pobreza"

Mariana Mortágua conta uma fábula para explicar economia, na edição desta terça-feira do Jornal de Notícias.

"Há formas de solucionar o endividamento sem o custo da pobreza"

Mariana Mortágua usa o seu espaço de opinião do Jornal de Notícias desta terça-feira para contar uma fábula. Um conto para exemplificar a importância de um mercado dinâmico que não seja conseguido a expensas da pobreza e do desemprego.

A deputada bloquista conta a história de um homem que deixa, certa vez, uma nota de 100 euros aos cuidados de uma estalajadeira, desaparecendo pouco depois. A mulher, deixando passar o tempo adequado, decide usar o dinheiro para pagar uma dívida antiga ao talhante.

O talhante, aliviado, entrega os 100 euros à mulher para pagar a conta da modista. A modista paga, por sua vez, ao seu senhorio. Assim, numa catadupa de dívidas saldadas, os 100 euros voltam à estalajadeira, pelas mãos do senhorio que lhe devia uma estadia num dos quartos.

Quando o dono inicial dos 100 euros volta à estalagem já a estalajadeira tem o dinheiro para lhe devolver. Ele enrola-o e usa-o para acender o cigarro explicando que a nota era falsa.

“A fábula não é minha”, escreve Mariana, indicando que se trata de uma história que aconteceu mesmo. A moral da história, defende, não é a falsificação de dinheiro. “Apenas demonstrar, pela enésima vez, que a economia de um país não tem nada a ver com a gestão de um orçamento familiar. E que há muitas formas de solucionar a armadilha do endividamento sem o custo da pobreza, da recessão e do desemprego. O problema não está na inevitabilidade da economia, ou dos seus instrumentos. Trata-se apenas de vontade política”, termina.

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