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"É preciso vencer com maioria absoluta. O país precisa de compromissos"

O líder do PS falou esta noite, na antena da SIC, sobre as propostas socialistas para as próximas legislativas, a sustentabilidade da Segurança Social, o 'caso Sócrates', a privatização da TAP e o possível 'Grexit'.

"É preciso vencer com maioria absoluta. O país precisa de compromissos"

"Criar emprego, recuperar a confiança das famílias e empresas e diminuir a precariedade" são os três pilares que o secretário-geral do PS destacou do programa eleitoral do partido para as próximas legislativas, reiterou António Costa, esta quinta-feira, em entrevista no 'Jornal da Noite' da SIC.

Porque o PS “é a alternativa que o país precisa”, Costa aproveitou desde logo para desvalorizar a última sondagem, que dá um 'empate técnico' entre PS e a coligação PSD/CDS, sublinhando que "muitos eleitores só decidem o voto em período de campanha".

Ainda assim, afirmou: "É preciso ganhar com uma maioria absoluta" porque "o país precisa de compromissos". "A austeridade como motor de crescimento falhou” e é preciso parar com "experimentalismos", defendeu.

Quanto à data das eleições legislativas, o secretário-geral do PS considerou ser-lhe "indiferente" a opção entre 27 de setembro ou 4 de outubro, contrapondo que preferia que o ato eleitoral se tivesse realizado quando o Governo completou quatro anos de mandato.

Retomando a questão da sustentabilidade da Segurança Social, António Costa afirmou ser "necessário diversificar as fontes de financiamento", de forma a torná-la uma instituição "sustentável". Como exemplo, o líder socialista propõe "um sacrifício das receitas por parte do Estado e das empresas", de modo a que as famílias recuperem o seu rendimento.

António Costa frisou também que “têm que ser garantidas as pensões que estão formadas”, apesar de deixar a proposta sobre o aumento do salário mínimo para ser debatida no período pós-eleições. Quanto às alterações nos escalões de IRS, o líder 'rosa' sintetizou a proposta socialista: "Aumentar a progressividade significa que os que têm maior capacidade contributiva vão pagar mais e os que têm menor capacidade contributiva vão pagar menos. A política deste Governo foi devastadora para a classe média, que paga tudo com os seus impostos. Com o esmagamento dos escalões, foi o setor que teve o maior aumento da carga fiscal".

A privatização da TAP foi também tema de análise nesta entrevista. Um processo que Costa considerou ser “completamente errado” e aproveitou para lançar críticas ao Governo, afirmando que este “não fez o que era possível”, ao passo que “o PS mostrou-se sempre disponível para que houvesse acordo”. Neste sentido, o adversário direto de Passos Coelho deixou claro que, apesar de assinado, “o contrato não é definitivo, é no fundo um contrato-promessa”.

Questionado sobre o caso Sócrates e as repercussões que a detenção do antigo primeiro-ministro poderá ter nas intenções de voto, António Costa recusou fazer qualquer comentário, explicando que “quem exerce funções políticas tem de saber distinguir a esfera pública da privada”, em jeito de alusão à única visita que fez, até hoje, a Sócrates na prisão de Évora.

Sobre um possível ‘Grexit’, Costa recusou a ideia de que Portugal não será afetado pela situação grega, ao contrário do que têm dito Passos Coelho e Cavaco Silva. O líder socialista afirmou que “não há um problema na Grécia, mas sim um problema na Europa”, e deixou a sugestão: “Para haver estabilidade, é preciso recuperar a convergência das economias”.

[Notícia atualizada às 22h00]

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