Acabado de criar o movimento Agir, Joana Amaral Dias já conta com o apoio do Partido Trabalhista Português para as legislativas. A ex-dirigente do Bloco de Esquerda recusou a ideia de que o PTP seja uma “barriga de aluguer” do movimento, sendo que a coligação resulta de uma “convergência de agendas".
Em entrevista ao Jornal de Notícias, Joana Amaral Dias referiu que o movimento não conta apenas com o apoio do PTP e que, não estando ainda pronta para revelar outros apoiantes, promete novidades para breve. Nesta entrevista, a dirigente política abordou também a sua breve passagem pelo Partido Livre, de Rui Tavares, explicando que optou por abandonar o partido por se ter deixado de “rever nele”.
“Um projeto que nasce da ideia de fazer aliança com o partido que nos trouxe até aqui, o PS, é claramente insuficiente e até perigosa,” criticou Joana Amaral Dias que referiu ainda que "uma força política tem de constituir-se de outra forma, não pode estar restringida a uma política de alianças".
Quando questionada sobre as eleições presidenciais, Joana Amaral Dias recusou-se a divulgar os planos do Agir por ainda se ter pela frente as legislativas. “O Agir não vai tomar posição sobre as presidenciais até às legislativas,” declarou a cofundadora do movimento.