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Governo "em trânsito neoliberalismo para neopopulismo"

O líder parlamentar do PS acusou hoje o Governo de estar "em trânsito do neoliberalismo para o neopopulismo" e pegou na expressão do "mexilhão" usada recentemente pelo primeiro-ministro para sustentar que os prejudicados foram os mais desfavorecidos.

Governo "em trânsito neoliberalismo para neopopulismo"

Posições assumidas por Ferro Rodrigues no debate quinzenal, no parlamento, num debate travado com Pedro Passos Coelho em tom moderado, às quais o líder do executivo contrapôs que o seu Governo arrancou não com uma ideologia neoliberal, mas com o memorando da 'troika' deixado pelo segundo executivo de José Sócrates.

Na primeira intervenção, Ferro Rodrigues criticou Pedro Passos Coelho por "estar em negação", demonstrando "irrealismo" e "efabulação" da realidade, já que o país não conhece qualquer crescimento sustentável da economia.

Como exemplo de "irrealismo" e "efabulação" da realidade, o presidente do Grupo Parlamentar do PS citou os mais recentes dados do Banco de Portugal "que deram uma machadada na propaganda sobre o milagre do emprego, que afinal é feito à custa de estágios - estágios que constituem a forma mais dura de precariedade".

"A estratégia neoliberal com que o Governo arrancou o seu mandato fracassou. Quando o ministro Vítor Gaspar se demitiu foi o momento em que assumiu o falecimento dessa estratégia. E o Governo está agora em trânsito de uma estratégia neoliberal para uma estratégia neopopulista", considerou, dando como exemplo o facto de Pedro Passos Coelho ter afirmado recentemente que, em Portugal, nestes últimos anos, "quem se lixou não foi o mexilhão".

Partindo dessa expressão, Ferro Rodrigues questionou o primeiro-ministro se o "mexilhão" não é afinal o conjunto de desempregados de longa duração, o grupo de cidadãos que teve de emigrar, a família com baixos rendimentos que viu o respetivo IRS aumentar, ou a redução de apoios sociais como o complemento solidário para idosos ou o rendimento social de inserção.

Pedro Passos Coelho reagiu imediatamente, contrapondo que o seu executivo não arrancou com o neoliberalismo, "mas com o memorando da ´troika' assinado pelo PS".

O primeiro-ministro rejeitou também estar a demonstrar irrealismo, alegando que todos os organismos internacionais preveem crescimento sustentado para Portugal em 2015 - um crescimento não baseado em dívida, como aconteceu nos executivos socialistas.

"Irrealismo foi o do PS que ainda há um ano disse que Portugal caminhava para um segundo resgate", declarou, recebendo palmas das bancadas do PSD e do CDS.

Pedro Passos Coelho reagiu também às críticas feitas por Ferro Rodrigues sobre a evolução do emprego, contrapondo que, de acordo com os dados do Banco de Portugal, no crescimento do emprego na ordem dos 2,6 ou 2,6 por cento apenas 0,9 por cento se deve a estágios, sendo a maioria dos postos de trabalho criados pelo setor privado.

"Mas está o PS contra as políticas ativas de emprego? O Estado não pode ser criticado por ter políticas ativas de emprego", respondeu o primeiro-ministro.

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