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Passos elogia Portugal e Espanha e acusa "outros países" de atrasarem recuperação

O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, sustentou hoje que Portugal e Espanha estão em recuperação económica porque nos últimos anos realizaram transformações estruturais que "outros países da União Europeia" adiaram, atrasando a recuperação geral.

Passos elogia Portugal e Espanha e acusa "outros países" de atrasarem recuperação
Notícias ao Minuto

20:17 - 09/12/14 por Lusa

Política Ibero-Americana

Numa intervenção XXIV Cimeira Ibero-Americana, na cidade mexicana de Veracruz, Passos Coelho afirmou que "foi necessário empreender uma agenda de transformação que tivesse no seu núcleo impulsionador reforma dos mercados do trabalho e do produto, trazendo mais flexibilidade e concorrência", acrescentando: "Claro que nem todos os países da zona euro se adiantaram nesta agenda estrutural".

"Mas é significativo que aqueles que o fizeram, como Portugal e Espanha, tiveram já neste ano de 2014 uma recuperação firme das suas economias e começaram a ver o desemprego a cair e o investimento a regressar. Apesar da recuperação lenta, o ambiente que se vive em Portugal e em Espanha é, portanto, muito diferente daqueles enfrentam outros países da União Europeia que adiaram estas transformações e que agora defrontam a recessão ou a estagnação das suas economias, atrasando a recuperação geral", considerou o primeiro-ministro, sem esclarecer a que "outros países" se referia.

Nesta intervenção, feita numa sessão plenária sobre "Inovação", o chefe do executivo PSD/CDS-PP defendeu que a abertura económica e a concorrência, a par da educação, são essenciais para o progresso e o combate às desigualdades e às situações de privilégio.

Perante os seus colegas ibero-americanos - entre os quais não estavam os presidentes de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Brasil e Argentina, ausentes desta cimeira -, Passos Coelho defendeu: "Devemos estar virados para o mundo e ser uma comunidade de economias modernas e sociedades abertas, que rejeitam a discriminação e o protecionismo económicos".

No que respeita à inovação, assinalou o facto de no quadro da Comissão Europeia esta pasta ser da responsabilidade do português Carlos Moedas, adiantou saber que este pretende fazer dela "um importante instrumento de política externa" e concluiu que "a comunidade ibero-americana poderá e deverá, pois, disso beneficiar".

Quanto à situação da Europa, descreveu-a dizendo que "os últimos anos têm sido anos de grandes dificuldades" e que os cidadãos europeus "enfrentaram, e ainda enfrentam, grandes sacrifícios nos processos de ajustamento económico".

O primeiro-ministro mencionou os "ainda elevados níveis de desemprego", sobretudo "entre os mais jovens", e os "elevados montantes de dívida que pesam sobre as empresas e o Estado".

Segundo Passos Coelho, neste contexto, as instituições europeias fizeram "importantes aperfeiçoamentos" na união económica e monetária, incluindo "regras mais apertadas de disciplina financeira" e "maior vigilância e coordenação das políticas económicas".

No que respeita ao plano governamental, declarou: "Foi necessário lançar mão de políticas de emergência que implicaram decisões muito pouco populares, mas sem as quais não teria sido possível devolver aos nossos cidadãos uma certa esperança no futuro, sobretudo quando ainda temos tanto para fazer".

Depois, reclamou que foram lançadas "as sementes de uma economia mais aberta e competitiva" através de "uma agenda de transformação estrutural", que atuou sobre as "causas" dos problemas, deixando neste ponto críticas à atuação de outros Estados-membros.

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