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"O país recupera de excessos e isso tem reflexos nas famílias"

Numa entrevista concedida ao jornal i, o ex-ministro das finanças, Eduardo Catroga, fala este sábado sobre o Orçamento do Estado para 2015, sobre o percurso do país nos últimos anos, sobre Passos e Costa. No entanto, o chairman da EDP garante que os cortes vão ter de continuar, até porque não é uma questão de ?ideologia, é aritmética?, garante, sobretudo porque ?o país está a corrigir excessos?.

"O país recupera de excessos e isso tem reflexos nas famílias"

Eduardo Catroga foi ministro das Finanças. Hoje é Chairman da EDP. O antigo governante tem porém uma visão abrangente do país. Sobre a situação atual diz que o “país está a corrigir excessos e isso tem reflexos no poder de compra das famílias”. Mas, embora o cinto orçamental se mantenha apertado, considera que “este Orçamento traz alguns sinais positivos”, atira.

Posteriormente, sobre temas mais políticos, considera Catroga que será necessário um consenso alargado, isto porque “mesmo quando há mudanças de equipa pelos ciclos eleitorais (…) normalmente obtém melhores resultados quem mantém o essencial das políticas estruturais”, explica.

Para o antigo ministro, existe em Portugal um problema no sistema político e, sem dar o exemplo das primárias socialistas, assume que os partidos ficariam a ganhar “com uma maior abertura à sociedade”.

Mas há questões mais duras. Nos homens que se gerem pela matemática das coisas, há sempre uma visão economicista da vida, e a um antigo responsável pela gestão das finanças do país não lhe faltam argumentos para justificar opções. Talvez por isso defenda Catroga que “o próximo Governo, qualquer que seja, vai ter de transformar cortes provisórios em definitivos”.

Sobre a situação portuguesa nos mercados, Eduardo Catroga defende que “é fácil perder a confiança e difícil reganhá-la. Este é um processo lento, mas tem havido melhorias”. Mas Portugal continua no lixo, razão suficiente para que o antigo ministro recomende “juízo” aos atuais e futuros governantes.

Sobre Passos, diz que “deve estar satisfeito e confiante com aquilo que conseguiu fazer em três anos”, isto apesar de ser da opinião que, por este facto, “não quer dizer que todos os portugueses tenham gostado” do seu trabalho.

Quanto a António Costa é claro: “se vier a ser primeiro-ministro – e tem uma probabilidade, independentemente dos méritos das propostas que, até à data, ainda não foram apresentadas -, talvez perceba que temos seguido o modelo errado”, nos últimos anos de governação socialista. “Se chegar ao poder, vai ter o tal choque de realidade e ver que não há opção”, refere o responsável da EDP.

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