O líder socialista, que falava na apresentação da candidatura liderada por Luís Nobre à presidência da Câmara de Viana do Castelo, disse ser "triste" ver como a sociedade se alterou.
"Éramos uma sociedade coesa, que acreditava nos seus valores, do presente e do futuro. Em tão pouco tempo com ventos soprados, tantos eles vindos de fora, incentivados e financiados a partir do estrangeiro, hoje estão a minar a confiança dos cidadãos nas suas comunidades, a minar a confiança dos seus responsáveis políticos, a minar a confiança naqueles que representam a voz das comunidades locais", afirmou José Luís Carneiro.
Com o navio-museu Gil Eannes como pano de fundo, embarcação ancorada no porto de pesca de Viana do Castelo, o líder socialista disse que tem percorrido a Estrada Nacional 2 (EN2) e que tem mantido contactos com as populações.
"Transmitiram algo tão simples (os mais velhos), que tiveram dificuldades nas suas vidas quando, no passado, viveram as amarguras do Estado Novo e tiveram de fugir à ditadura à pobreza e às desigualdades. Tiveram de fugir à guerra no Ultramar e à guerra colonial", relatou.
José Luís Carneiro referiu que as pessoas que o interpelaram disseram-lhe "que o que está no centro do Partido Socialista é a generosidade".
"O que mora no coração daqueles que acreditam nos seus valores é a generosidade, porque a generosidade dos socialistas, em todo o país é o valor fundamental com que se constrói o futuro da nossa sociedade. É com a generosidade e não com o ódio, com a violência, com as clivagens e com as divisões sociais", frisou.
Segundo José Luís Carneiro, as pessoas com quem contactou também "não se esqueceram das propostas e do progresso que ao longo dos últimos 50 anos" o PS foi capaz de fazer.
"Disseram-me que as condições de vida se transformaram para melhor, mas que é necessário, naturalmente, olharmos para o futuro com novas propostas, ideias e projetos para o desenvolvimento da nossa económica, para a coesão social e para o prestígio das nossas instituições", especificou.
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