"Nós fomos convocados pelo Governo para uma reunião com quatro pontos. Nenhum desses pontos tem a ver com o Orçamento de Estado. Posso-lhe garantir. Das duas, três. Ou alguém anda a fazer contrabando de informação ou então o Governo convocou partidos para reuniões diferentes", respondeu à Lusa, após participar num comício da candidatura da CDU em Paredes.
Na quinta-feira passada, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, anunciou que o Governo irá iniciar, na próxima quarta-feira, um conjunto de reuniões com os grupos parlamentares e deputados únicos "sobre várias questões", entre as quais o Orçamento do Estado para o próximo ano.
Nestas reuniões, disse Abreu Amorim, o ministro das Finanças irá "divulgar as grandes opções orçamentais".
Questionado sobre os quatro pontos da agenda que referiu, Paulo Raimundo disse que um deles "tem a ver com as Grandes Opções do Plano, que não é o Orçamento de Estado". Os outros "têm a ver com aspetos internacionais", escusando-se a divulgar os aspetos em concreto.
"Nós também sabemos que nós temos dois partidos na prática que se andam a acotovelar um ao outro para ver quem é que é o mais cúmplice das opções do Governo. O PS e o Chega estão a ver quem é que é o mais cúmplice. Aquele que, desculpe a expressão, um bocadinho assim a roçar o grosseiro, mas para ver quem é que é a noiva deste Governo", acrescentou o líder comunista, admitindo "que os candidatos à noiva do Governo tenham outro tipo de espaços".
As Grandes Opções do Plano são um instrumento da política económica do Governo que inclui a programação orçamental plurianual.
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