"Isso parece-me evidente, porque primeiro foi o IRS. Dá agora para tirar depois. Foi o aumento extraordinário para os idosos. Dá agora para tirar logo a seguir. E vai apresentar o Orçamento do Estado, certamente com não sei quantos 'powerpoints' e propostas eleitoralistas para ver se conseguem salvar os resultados das eleições autárquicas", criticou.
José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas, em Almodôvar, no distrito de Beja, acrescentou que, em todo o caso, as medidas a apresentar no Orçamento do Estado "já não vão chegar", pois "as pessoas não compreendem a insensibilidade" do Governo perante as consequências dos incêndios.
"Quando as pessoas estão a perder as suas vidas, o seu património e os seus bens, exige-se um primeiro-ministro presente, um primeiro-ministro que dê a cara, que assuma as responsabilidades e não um primeiro-ministro que para não dar a cara nem assumir as responsabilidades põe a falar um secretário de Estado", acrescentou.
A campanha eleitoral para as autárquicas, hoje marcadas para 12 de outubro, vai decorrer entre 30 de setembro e 10 de outubro, que é também a data-limite para o Governo entregar a proposta de Orçamento do Estado para 2026 no parlamento.
As eleições autárquicas realizam-se no dia 12 de outubro.
De acordo com a Lei de Enquadramento Orçamental, "o Governo elabora e apresenta à Assembleia da República, até 10 de outubro de cada ano, a proposta de lei do Orçamento do Estado para o ano económico seguinte".
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