"Nós somos muito a favor de uma política informada por dados e os dados mostram que as parcerias público-privadas trouxeram uma redução dos custos sem prejudicar a qualidade dos serviços, em alguns casos mesmo com melhorias", afirmou o dirigente e cabeça de lista do partido pelo círculo de Lisboa.
O candidato do Volt, que posiciona politicamente o partido pan-europeísta entre o PS e o PSD, vincou que, "sempre que há bons contratos que permitem menos custos", o partido é "bastante favorável" às PPP na saúde.
Em declarações aos jornalistas junto do Hospital de Sintra, que ainda não foi aberto ao público, Duarte Costa, considerou que a aposta na digitalização "vai desbloquear muitas das situações que estão a dificultar o acesso a uma coisa tão essencial como a Saúde".
"Esta é uma boa infraestrutura, mas não tem profissionais de saúde ainda para assegurar cuidados de saúde", disse o co-presidente.
O partido quer criar incentivos para alocar mais médicos para medicina interna, geral e familiar e, simultaneamente, criar um sistema de saúde digital que aumente o número de consultas e agilize o atendimento.
"Queremos apostar na telemedicina", disse, sublinhando que "para muitos dos cuidados mais simples é possível ter um cuidado digital e remoto, isto significa que os médicos podem atender mais pessoas por hora e as pessoas terem um atendimento mais fácil".
Com três militantes a separem o candidato da entrada do novo hospital, Duarte Costa frisou que fez questão de visitar este espaço porque não aceita que "uma infraestrutura tão importante para todo este concelho" esteja "há meses fechada".
"Nós queremos que o SNS tenha capacidade de dar resposta à população Sintra, é um concelho que tem uma população crescente, mas que vive num caos na saúde, num caos nos transportes públicos e nós precisamos de reconhecer que estas zonas suburbanas da área metropolitana de Lisboa precisam de mais eficácia para dar resposta a um crescimento demográfico bastante significativo", acrescentou.
No passado dia 11 de abril, a diretora clínica para a área hospitalar da Unidade Local de Saúde (USL) Amadora/Sintra anunciou que o novo hospital, ainda fechado, abrirá "o mais rapidamente possível" para reforçar a resposta cirúrgica e aliviar as urgências do Hospital Fernando Fonseca dos casos não urgentes, esperando uma operacionalidade plena do Serviço de Cirurgia Geral até ao final de maio.
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