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Partidos na Assembleia Legislativa da Madeira passam de sete a seis

Os partidos com representação na Assembleia Legislativa da Madeira passaram de sete para seis, com a saída do PAN, que hoje não conseguiu reeleger Mónica Freitas, de acordo com os dados oficiais provisórios, com todas as freguesias apuradas.

Partidos na Assembleia Legislativa da Madeira passam de sete a seis

© Município do Funchal

Lusa
23/03/2025 22:48 ‧ há 5 meses por Lusa

Política

Eleições/Madeira

Do parlamento madeirense continuam a fazer parte o PSD (que elegeu 23 deputados), o JPP - Juntos Pelo Povo (elegeu 11), o PS (oito), o Chega (três), o CDS-PP (um) e a Iniciativa Liberal (um), segundo os dados provisórios divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

 

O PAN conseguiu no domingo 2.322 votos, correspondendo a 1,62% da votação, e foi a oitava força mais votada. Nas eleições regionais realizadas em 26 de maio de 2024, o PAN tinha obtido 2.531 votos (1,90%).

O PSD venceu no domingo as eleições legislativas regionais antecipadas da Madeira, falhando por um deputado a maioria absoluta, de acordo com os dados oficiais provisórios.

Segundo informação disponibilizada pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, os sociais-democratas obtiveram 43,43% dos votos e 23 lugares na Assembleia Legislativa Regional, constituída por um total de 47 deputados.

O CDS-PP, que já governou com o PSD e que nesta legislatura tinha um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas, tem um deputado, com 3,00% dos votos.

A maioria absoluta requer 24 assentos.

Miguel Albuquerque lidera o executivo desde 2015, quando venceu com maioria absoluta, mas em 2019 e 2023 os sociais-democratas precisaram fazer acordos parlamentares (primeiro com o CDS-PP e depois com o PAN) para atingir este número.

No domingo foi a 15.ª vez que os eleitores madeirenses foram às urnas em eleições regionais, num arquipélago onde o PSD venceu todas as legislativas regionais desde 1976.

Estas foram também as quartas eleições antecipadas na história do regime autonómico.

As legislativas foram o terceiro sufrágio em cerca de um ano e meio e aconteceram 10 meses após as mais recentes regionais, também antecipadas, em maio de 2024, depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega, após investigações judiciais envolvendo o chefe do Governo e quatro secretários regionais.

Nas legislativas antecipadas de 26 de maio de 2024, o PSD elegeu 19 deputados, o PS 11, o JPP nove, o Chega quatro, o CDS-PP dois, a IL um e o PAN um.

O Chega, no entanto, passou a contar com três representantes, porque a deputada Magna Costa se desvinculou do grupo parlamentar, passando a não inscrita.

Nas legislativas de setembro de 2023, o PSD e o CDS-PP concorreram coligados, mas ficaram a um deputado da maioria absoluta, tendo elegido 20 representantes social-democratas e três centristas, o que motivou a assinatura de um acordo de incidência parlamentar entre o PSD e a deputada única do PAN, que assim viabilizou o terceiro executivo consecutivo liderado por Albuquerque.

Nesse sufrágio, foram eleitos representantes de nove forças, num total de 13 concorrentes: PSD (20 deputados), PS (11), JPP (cinco), Chega (quatro), CDS-PP (três), PCP (um), IL (um), PAN (um) e BE (um). O Chega e a IL foram estreias no parlamento regional, ao passo que o PAN e o BE assinalaram o regresso à atividade legislativa.

A composição do parlamento madeirense sofreu várias alterações desde 1976, sendo, no entanto, constante a presença de representantes do PSD, do PS e do CDS-PP.

Na Madeira, os sociais-democratas conseguiram obter a maioria absoluta nas urnas desde 1976 e até 2015, em 11 eleições consecutivas, mas a situação alterou-se em 2019, quando o partido elegeu 21 deputados, do total de 47 que compõem o parlamento regional, e formou um governo de coligação com o CDS-PP (três deputados).

A Região Autónoma da Madeira teve apenas três presidentes do Governo Regional eleitos após a revolução de 25 de Abril de 1974, sendo o primeiro Jaime Ornelas Camacho (1976-1978), substituído a meio do mandato por Alberto João Jardim.

Jardim presidiu a nove governos regionais e, sob a sua liderança, o PSD obteve maioria absoluta nas legislativas de 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2007 e 2011.

Miguel Albuquerque venceu em 2015, 2019, 2023, 2024 e agora em 2025.

A taxa de abstenção nas regionais da Madeira de domingo foi de 44,02%, inferior à de 46,60% registada nas eleições anteriores, segundo os resultados provisórios.

[Notícia atualizada às 06h16]

Leia Também: Madeira: PAN perde única deputada na Assembleia Legislativa Regional

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