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"Tu, António, não foste solidário para com o teu partido"

O primeiro debate entre António José Seguro e António Costa, transmitido pela TVI, contou com críticas ao percurso político de ambos os candidatos. Por entre palavras de ?camaradas? o tom acabou por ser tenso.

"Tu, António, não foste solidário para com o teu partido"
Notícias ao Minuto

21:29 - 09/09/14 por Notícias Ao Minuto

Política Debate

As primárias do PS de 28 de setembro têm como objetivo definir aquele que será o secretário-geral do partido e consequente candidato a primeiro-ministro. Mas as primeiras trocas de palavras no primeiro de três debates versaram precisamente a disputa interna do PS.

António José Seguro considerou que António Costa foi “desleal e traiu uma cultura que existe há 40 anos no PS” por se ter apresentado como candidato, considerando que em quatro décadas “todos os líderes [socialistas] tiveram oportunidade de disputar eleições legislativas”. Interpelando diretamente Costa, disparou: “Havia solidariedade e tu, António, não tiveste solidariedade para com o teu próprio partido”.

"Em 40 anos, todos os líderes do PS tiveram a oportunidade de disputar as eleições legislativas, mas, desta vez, essa cultura é interrompida depois de o PS ter obtido duas vitórias, nas autárquicas e nas europeias. A crise que António Costa provocou no PS é uma enorme irresponsabilidade. Isto não se faz, é um sinal negativo que se dá aos portugueses, em particular aos portugueses que não esperam da política um jogo das cadeiras e das ambições", disse Seguro.

O secretário-geral socialista acusou ainda Costa de ter assinado um acordo que “rasgou na sequência de uma vitória do PS” [referindo-se às eleições europeias]. Em vez de estar concentrado onde deve, sugeriu, o PS “vê-se numa crise interna”. “Há três anos é que era teu dever” ser candidato, afirmou ainda Seguro, recordando Costa como “o número dois de Sócrates”, algo que descreveu como um “incómodo” para o homem que agora o desafiou na liderança do PS.

Razões para a candidatura de Costa? Há uma clara para o atual presidente da Câmara Municipal de Lisboa: “Um imperativo de consciência”, sustentou António Costa, argumentando que o país está “num impasse” e que o Governo de Passos Coelho “não encontra soluções”.

Para António Costa a “austeridade fracassou”. No entanto, e apesar do que deveria ser uma eleição particularmente difícil para os partidos da coligação governamental, o PS não foi capaz de “afirmar uma alternativa”, referindo como argumento o resultado nas europeias, considerado “insuficiente para o PS e negativo para o país”. Para Costa, Seguro encara a eleição de primeiro-ministro “como um prémio”.

Mas se do lado de Seguro a tónica do discurso começou por “traição”, procurando depois encontrar incongruências no discurso do seu rival, Costa também lançou críticas ao seu “camarada”, como a dada altura o tratou. “Não tenho feito ataques pessoais nem tenho respondido”, lembrou Costa, acrescentado: "Nunca segui a minha carreira para ser líder e nunca conduzi a minha vida no PS de forma calculista”, aludindo, pois, ao percurso que associa a Seguro.

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