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"Lucília Gago responde por quem a nomeou, não perante o Parlamento"

Um artigo de opinião assinado por Joaquim Jorge, biólogo e fundador do Clube dos Pensadores.

"Lucília Gago responde por quem a nomeou, não perante o Parlamento"
Notícias ao Minuto

15:18 - 09/07/24 por Notícias ao Minuto

Política Joaquim Jorge

"O procurador-geral da República é nomeado e exonerado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, vulgo primeiro-ministro. O seu mandato dura seis anos e pode ser renovado ilimitadamente, embora nenhum dos dois últimos titulares tenha sido reconduzido no cargo.

António Costa propôs Lucília Gago a Marcelo Rebelo de Sousa. Acordaram mandar embora Joana Marques Vidal, que se tornou incómoda pela sua isenção e processos em curso. Pensaram que esta senhora fosse mais dócil e manobrável, mas tiveram azar. 

Como Lucília Gago teve a veleidade de investigar o poder político, vulgo primeiro-ministro, já passou a ser herege e é um transtorno. Vai daí, toca a denegrir a sua imagem.

Quem detém o poder deve ser ainda  mais vigiado, porque  tem acesso a dinheiros públicos e a decisões que podem pôr em causa o bem público.

Sempre pela independência de poderes em democracia, doa a quem doer. Sempre contra tentativa de condicionar a separação de poderes.

Lucília Gago não tem de prestar contas a quem não a nomeou! Teria que responder no Parlamento se tivesse sido nomeada por este. Sou contra a sua ida ao Parlamento.

Não passa de uma incongruência e manifestação de poder fáctico. 

O Parlamento, com estas idas ao Parlamento de várias figuras públicas, torna este tipo de comissões banais e inconsequentes.

O Parlamento, em vez de fiscalizar a ação do Governo, deve fazer autocrítica pelas suas prestações e deve deixar-se destes ‘faits divers’. Farto de ‘show off’!

Os deputados têm uma péssima imagem pela sua conduta e pelo nível de casos nas suas presenças (subsídios de residência, subsídios de deslocação), que só uma minoria tem uma conduta decente. Os deputados não se entendem para o bem público e para chegarem a um consenso nacional, sempre uns para cada lado.

O Parlamento que preste contas aos portugueses. 

Bem fez Lucília Gago, que já anunciou há algum tempo que iria embora, não estando para aturar estas ingerências inqualificáveis em democracia."

Leia Também: "Arrogância" e "culto da personalidade". As reações à entrevista da PGR

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