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"Costa só vai ocupar cargo se sociais-democratas aceitarem Von der Leyen"

Catarina Martins salienta que o ex-primeiro-ministro português só irá ocupar funções na presidência do Conselho Europeu "se os sociais-democratas aceitarem que Ursula Von der Leyen é uma boa presidente da Comissão Europeia".

"Costa só vai ocupar cargo se sociais-democratas aceitarem Von der Leyen"
Notícias ao Minuto

20:08 - 25/06/24 por Notícias ao Minuto

Política Conselho Europeu

Catarina Martins, deputada única eleita pelo Bloco de Esquerda (BE) para o Parlamento Europeu, mostrou-se reticente com "o acordo" que será feito com a extrema-direita para que António Costa assuma funções na presidência do Conselho Europeu.

"É um desafio seguramente complexo. Mas desejo as maiores felicidades a António Costa nas funções, se as vier a desempenhar, como tudo indica que virá", afirma Catarina Martins num espaço de comentário na SIC Notícias, referindo-se ao facto de ter lidar com governos e líderes europeus ligados à extrema-direita.

No entanto, a agora eurodeputada afirma que "não está em causa se António Costa vai ou não ocupar o cargo", mas sim "o acordo que é feito".

"António Costa só vai ocupar um cargo se os sociais-democratas aceitarem que Ursula Von der Leyen é uma boa presidente da Comissão Europeia (CE). E esse é o acordo que é feito", salienta Catarina Martins, realçando que a líder do CE é "apoiante" do "genocídio que está a ser cometido na Faixa de Gaza".

De salientar que os seis chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE) que, no Conselho Europeu, estão a negociar os cargos de topo, incluindo a nomeação de António Costa, chegaram hoje a acordo preliminar, avançaram fontes europeias à Lusa.

Depois de uma primeira tentativa falhada para acordo no jantar informal de líderes da UE a 17 de junho passado, estes negociadores (de centro-direita, socialistas e liberais) têm estado em conversações sobre os cargos de topo europeus no próximo ciclo institucional, discutindo-se o nome de António Costa para a liderança do Conselho Europeu, o de Ursula von der Leyen para segundo mandato na Comissão Europeia e o da primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, para chefe da diplomacia comunitária.

Além do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que já disse que apoiaria a nomeação de António Costa, há outros 11 chefes de Governo e de Estado do Partido Popular Europeu (PPE), de países como Grécia, Croácia, Letónia, Suécia, Áustria, Irlanda, Roménia, Finlândia, Chipre, Polónia e Luxemburgo, que assumiram o apoio ao antigo governante português.

É também o Conselho Europeu que propõe o candidato a presidente da Comissão Europeia, instituição que tem vindo a ser liderada desde 2019 por Ursula von der Leyen, num aval final que cabe depois ao Parlamento Europeu, que vota por maioria absoluta (metade dos 720 eurodeputados mais um).

Leia Também: Costa no CE? "Um português num alto cargo europeu é bom para Portugal"

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