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"Manter dialética radicalizada da campanha [...] não tem nenhum sentido"

O presidente do Governo da Madeira disse hoje que "não tem nenhum sentido" que alguns partidos queiram continuar a manter a dialética "radicalizada" da campanha eleitoral, considerando que devem assumir as suas responsabilidades em função da vontade do povo.

"Manter dialética radicalizada da campanha [...] não tem nenhum sentido"
Notícias ao Minuto

13:14 - 24/06/24 por Lusa

Política Madeira

"Se alguns partidos querem continuar a manter a dialética exacerbada, radicalizada da campanha, não tem nenhum sentido", afirmou Miguel Albuquerque, depois de questionado pelos jornalistas sobre a ausência do PS e do JPP da reunião entre o executivo e os partidos para negociar a aprovação do Programa do Governo Regional, agendada para a tarde de hoje.

Falando à margem da sessão solene do dia do concelho do Porto Santo, o presidente do Governo madeirense e líder do PSD/Madeira apontou que "a democracia tem diversas fases no seu processo" e considerou que, atualmente, passado o período de campanha eleitoral, "cabe aos partidos não manterem essa atitude exacerbada" habitual naquele período e "cada um assumir as suas responsabilidades no quadro do desenho parlamentar que sai da vontade do povo".

"Nós continuamos, como sempre dissemos, a mostrar toda a humildade e toda a disponibilidade para encetar entendimentos tendo em vista a aprovação do Programa do Governo e do Orçamento", assegurou.

O Programa do Governo, começou a ser discutido na semana passada no parlamento madeirense, mas acabou por ser retirado pelo executivo, uma vez que PS, JPP e Chega iam votar contra e inviabilizar a aprovação.

Questionado se a ronda com os partidos representados no hemiciclo não deveria ter começado antes da apresentação do documento, Miguel Albuquerque disse que isso foi feito e que agora as negociações continuam.

Sobre se o líder do Chega/Madeira, Miguel Castro, já demonstrou alguma abertura para viabilizar o Programa do Governo, o presidente do executivo regional respondeu que o processo negocial está a decorrer e "obriga a alguma discrição".

Interrogado ainda acerca das declarações do seu opositor nas últimas internas do partido, Manuel António Correia, Miguel Albuquerque disse apenas: "Ele veio dizer que estava ali".

No domingo, em comunicado, o social-democrata Manuel António Correia, que disputou a liderança do PSD/Madeira com Miguel Albuquerque, em março, manifestou-se preocupado com o estado do partido e da região, considerando que o cerne do problema está na atual liderança.

Nas eleições regionais antecipadas de 26 de maio, o PSD elegeu 19 deputados, ficando a cinco mandatos de conseguir a maioria absoluta (para a qual são necessários 24), o PS conseguiu 11, o JPP nove, o Chega quatro e o CDS-PP dois, enquanto a IL e o PAN elegeram um deputado cada.

Já depois das eleições, o PSD firmou um acordo parlamentar com os democratas-cristãos, ficando ainda assim aquém da maioria absoluta. Os dois partidos somam 21 assentos.

Também após o sufrágio, o PS e o JPP (com um total de 20 mandatos) anunciaram um acordo para tentar retirar o PSD do poder, mas o representante da República, Ireneu Barreto, entendeu que não teria viabilidade e indigitou Miguel Albuquerque.

As eleições de maio realizaram-se oito meses após as legislativas madeirenses de 24 de setembro de 2023, depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando Miguel Albuquerque foi constituído arguido num processo sobre alegada corrupção.

Leia Também: Opositor de Albuquerque preocupado com estado do partido e da região

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