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O "pistolão", a mentira e os e-mails. A audição da mãe das gémeas na CPI

Daniela Martins é a segunda pessoa a prestar depoimento no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao caso das gémeas luso-brasileiras tratadas em 2020 com um medicamento de quatro milhões de euros.

O "pistolão", a mentira e os e-mails. A audição da mãe das gémeas na CPI
Notícias ao Minuto

14:32 - 21/06/24 por Notícias ao Minuto

ao minuto Ao Minuto Política Caso gémeas

Depois da audição de segunda-feira com o ex-secretário de Estado Adjunto e da Saúde António Lacerda Sales, foi a vez da mãe das gémeas, Daniela Martins, prestar esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Ao longo de cerca de cinco horas, a mulher respondeu às questões dos deputados, presencialmente, afirmando que chegou a "acreditar" que tinha conseguido o tratamento para as filhas no Santa Maria "a mando do Presidente da República", através de um "pistolão (cunha)", mas só porque era o que se "dizia" no hospital.

Mais, rejeitou ter contactado com Nuno Rebelo de Sousa, filho de Marcelo Rebelo de Sousa, e disse nem sequer o conhecer. Admitiu, porém, ter conhecido a mulher, mas já depois de as gémeas terem recebido o medicamento Zolgensma.

Sobre o e-mail que foi enviado da sua conta pessoal para o filho do Presidente da República, com uma referência ao antigo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, Daniela Martins alegou não ter "conhecimento" do mesmo, e argumentou que, enquanto tomava conta das filhas nos cuidados intensivos, várias pessoas tinham acesso ao seu e-mail pessoal.

Constituída por 17 deputados, a comissão terá quatro meses para concluir o seu trabalho. 

Fim de cobertura

José Miguel Pires | há 4 semanas

Damos por encerrada a cobertura AO MINUTO da audição da mãe das gémeas luso-brasileiras que receberam tratamento em Portugal na comissão parlamentar de inquérito ao caso.

Obrigado por nos ter acompanhado desse lado.

CPI? Deputados "extrapolaram o limite da civilidade", diz mãe das gémeas

Notícias ao Minuto | há 4 semanas

A mãe das gémeas luso-brasileiras reiterou ainda que não sabe quem enviou um e-mail à nora de Marcelo Rebelo de Sousa e explicou que várias pessoas "têm acesso" ao seu e-mail pessoal.

CPI? Deputados

CPI? Deputados "extrapolaram o limite da civilidade", diz mãe das gémeas

A mãe das gémeas luso-brasileiras reiterou ainda que não sabe quem enviou um e-mail à nora de Marcelo Rebelo de Sousa e explicou que várias pessoas "têm acesso" ao seu e-mail pessoal.

Notícias ao Minuto | 22:58 - 21/06/2024

Encerrada audição de Daniela Martins

José Miguel Pires | há 4 semanas

O presidente da CPI encerrou, oficialmente, a audição da mãe das gémeas luso-brasileiras que receberam o medicamento Zolgensma, e que durou cerca de cinco horas.

Sorteio de medicação? "Solicitei a Teresa Moreno a inscrição das meninas"

José Miguel Pires | há 4 semanas

A mãe das gémeas recordou que esta não é uma medicação "comum", pelo que não se mostrou surpreendida de ter tido contacto com a direção clínica do Santa Maria, com quem teve "uma consulta" quando "soube que existia um sorteio da medicação a cada mês".

"Solicitei a Teresa Moreno a inscrição das meninas nesse sorteio, então foi marcada essa consulta com Luís Pinheiro Franco e ele explicou os termos desse sorteio", acrescentou.

"Gostava de conseguir contribuir mais, mas não conseguia controlar tudo"

José Miguel Pires | há 4 semanas

Daniela Martins afirmou, também, que não agradeceu à companheira de Nuno Rebelo de Sousa pelo alegado apoio no caso das gémeas porque, quando a conheceu, "não tinha conhecimento" do e-mail que terá trocado com ela.

"Gostava de conseguir contribuir mais, mas, na prática, não conseguia controlar tudo o que acontecia naquela altura e o meu foco principal era sempre com as meninas, com o dia a dia", vaticinou.

'Pistolão'? "Não tenho como saber o que acontecia nos bastidores"

José Miguel Pires | há 4 semanas

Daniela Martins acrescentou, também, que, sobre a atribuição da nacionalidade, "não resta dúvida", porque "foi feita dentro do prazo".

A última consulta com os médicos aconteceu a 13 de maio deste ano, "de forma online", explicou, afirmando que, depois disso, as meninas tiram alta.

Já sobre o 'pistolão', Daniela Martins admitiu: "Tenho curiosidade de saber de onde surgiu, mas não tenho como saber o que acontecia nos bastidores. Fica fora do meu alcance e de qualquer pessoa como utente".

A mãe das gémeas disse acreditar que o tratamento foi rejeitado no Hospital Dona Estefânia por ser um tratamento relativamente recente. "Não achei estranho", disse.

Daniela Martins argumentou, também, que apesar de Nuno Rebelo de Sousa ser "uma figura muito importante" em Portugal, no Brasil "não é filho do Presidente". "Então a notoriedade que ele tem aqui, não era conhecida por mim. No Brasil não é uma pessoa famosa, pública", continuou.

"Já foram devolvidos todos os equipamentos", garante mãe das gémeas

José Miguel Pires | há 4 semanas

Daniela Martins respondeu que não tem "mais nenhum equipamento respiratório" de Portugal. "Já foram devolvidos todos os equipamentos", afirmou, admitindo que assinou um contrato em que dizia que iria viver no país durante o tratamento, só que "não se especifica exatamente o que é que é o tratamento". "Ao meu entender, era o acompanhamento das meninas até quatro anos após a toma, então segui o que assinei", defendeu, rejeitando que seja obrigada "a viver em país algum".

Já sobre a marcação feita no Hospital Lusíadas, "ela foi feita através dos e-mails divulgados no site do hospital". "Não tenho como saber se foi copiada para outra pessoa", disse.

Das "cortinas de fumo" ao "insólito": A 2.ª ronda

José Miguel Pires | há 4 semanas

Passamos para a segunda ronda de questões na CPI ao caso das gémeas.

A deputada Ana Santos, do PSD, tomou inicialmente a palavra, questionando: "Conhece, ou alguma vez falou, com o secretário de Estado aqui referido [António Lacerda Sales]? Com a professora Ana Isabel Lopes?".

A social-democrata alegou, ainda, que tanto Daniela Martins como o ex-marido assinaram um "termo de comprometimento, em que se comprometia a morar em Portugal", em fevereiro de 2020. "A senhora e as suas filhas não residem em Portugal. Está consciente de como esta conduta não está a cumprir aquilo com que se obrigou perante o Estado português?", questionou também, entre outras perguntas.

Por sua vez, João Paulo Correia, do PS, falou de diferentes "cortinas de fumo", entre elas os elos de ligação entre os pais das gémeas e Nuno Rebelo de Sousa, bem como o porquê de a primeira consulta em Portugal ter sido desmarcada.

"Em muitos consulados do mundo, há processos de atribuição da nacionalidade a menores que demoraram muito menos tempo", realçou também, falando sobre o facto de, supostamente, a nacionalidade das gémeas ter sido atribuída de forma rápida.

A deputada do Chega Cristina Rodrigues fez as suas questões de seguida, sobre os e-mails enviados por Daniela Martins. "Parece que a marcação desta consulta foi feita por obra e graça do Espírito Santo", ironizou, recordando a mãe das gémeas que "se mentir nesta comissão de inquérito, está a praticar um crime de falsidade de testemunho". "Porque é que o tratamento das gémeas foi rejeitado no Hospital Dona Estefânia" e "quem é que está a encobrir neste processo" foram as duas perguntas feitas.

Joana Cordeiro, da Iniciativa Liberal, considerou: "Ninguém escreve um e-mail em seu nome sem saber. Quem são estas pessoas? Têm que ser de muita confiança e têm de conhecer Nuno Rebelo de Sousa". A deputada liberal ainda questionou o porquê de Daniela Martins, no momento em que conheceu a companheira de Nuno Rebelo de Sousa, não ter aproveitado para a questionar sobre o alegado apoio ao caso das gémeas.

De seguida, a deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua tomou a palavra, afirmando que o que interessa "sobre tudo" saber é "em que momento é que o sistema falhou" e "por influência de quem". "Há muitas contradições e alguém que está no centro disto tudo e que eu mantenho que é Nuno Rebelo de Sousa", defendeu.

Alfredo Maia, do Partido Comunista, pediu que Daniela Martins elucide os deputados sobre os "contactos que teve" ao longo do processo e se neles "identificou alguns profissionais de saúde que direta ou indiretamente estivessem envolvidos nos ensaios clínicos deste medicamento".

O deputado Paulo Muacho do Livre pediu que a mãe das gémeas explique os contornos de um alegado contacto com a Provedoria de Justiça e o porquê de nunca se ter questionado sobre a razão que levou, alegadamente, as pessoas no hospital de Santa Maria a dizer que estaria ali graças a uma 'cunha'.

Já o centrista João Almeida foi mais conciso na sua questão: "Como?", perguntou. "Nunca se preocupou em querer perceber porque é que diziam num hospital [que tinha uma cunha]?", acrescentou.

Finalmente, fechando a segunda ronda de questões, Inês Sousa Real, do PAN, disse que é "insólito" que "tenhamos o filho de um Presidente da República e um Presidente da República com troca de e-mails com conhecimento pessoal detalhado sobre o caso". "Ou temos uma grande fanfarronice, ou então temos uma ingerência num processo que não está correto", disse.

Daniela Martins disse não ter contactado com a Casa Civil

José Miguel Pires | há 4 semanas

A porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, tomou a palavra, defendendo que, "num contexto em que o SNS tem recursos escassos, é importante percebermos se houve, ou não, favorecimento".

"Compreendemos que uma mãe faça tudo pelos filhos, mas cabe a quem tem o poder de tomar decisões não tomar qualquer interferência, ou então assumir", disse.

Daniela Martins disse que nunca contactou a Casa Civil. "Não sei nem quem é" Maria João Ruela, acrescentou, afirmando nunca ter afirmado que "tinha assinaturas" necessárias para ter acesso ao medicamento.

"As pessoas tinham acesso ao e-mail por estar nos cuidados intensivos"

José Miguel Pires | há 1 mês

João Almeida continuou a questionar a forma como Nuno Rebelo de Sousa recebeu informação que, alegadamente, não fazem parte do e-mail 'genérico' que Daniela Martins terá enviado a várias fontes, e que seria "detalhadíssima".

"As pessoas tinham acesso ao meu e-mail por estar nos cuidados intensivos com as minhas filhas. Dia a dia mudavam. Não tenho como dizer quem poderia ter disparado esse e-mail. As informações eram feitas simultaneamente, então enquanto uma pessoa tentava trocar e-mails com o Dr. José Pedro, outra pessoa tentava abrir um caminho. Iam correndo ao mesmo tempo, eu estava mais focada nos cuidados com as minhas filhas e não percebo como é que compilaram essas informações", explicou.

"Porque é que não chegaria a um empresário que morava na mesma cidade?"

José Miguel Pires | há 1 mês

O deputado do CDS-PP, João Almeida, assumiu, de seguida, a palavra, mostrando-se solidário com a situação pessoal de Daniela Martins e das suas gémeas. "Tenho alguma perplexidade ao fim de todas estas perguntas e respostas, muito maior, e muito mais dúvidas do que tinha inicialmente", disse.

A mãe das gémeas reiterou as suas respostas anteriores, pedindo desculpa por ser "repetitiva". "Não tenho como saber quem são os amigos de amigos, como saber como chegou a quem chegou. Não tenho o controlo disso. A partir do momento em que faz um pedido, é repassado e não tem como saber quem falou por si. Não me parece tão absurda a ideia de que uma pessoa pediu ajuda a toda a gente, com uma situação que tinha um prazo", disse.

"Se chegou a artistas a nível do Brasil todo, porque é que não chegaria a um empresário que morava na mesma cidade que eu? O alcance da minha campanha chegou a milhares de pessoas, porque é que não chegaria a uma pessoa da mesma cidade que eu? Não faz sentido", respondeu..

Daniela Martins citou, de seguida, o "e-mail padrão" que alegadamente enviou a várias entidades pedindo ajuda para as suas filhas.

Zolgensma? "Eu informei médicos que já tinha sido aplicada em Portugal"

José Miguel Pires | há 1 mês

Novamente falando sobre e-mails, Daniela Martins explicou que "é difícil precisar" quem tinha acesso à sua conta de correio eletrónico pessoal. "Estavam comigo, nos cuidados intensivos, somente os meus familiares, familiares do meu ex-marido e, até onde me recordo, não existia nenhum e-mail aberto para depois dar seguimento que não o meu. Tive e-mail referente à angariação, que foi aberto, mas não teve troca de mensagens, era só para um acompanhamento", acrescentou.

De seguida, o deputado do Livre Paulo Muacho questionou se a mulher recebeu uma recomendação, no Brasil, para procurar ajuda em Portugal. "Não, eu é que informei os médicos no Brasil que a medicação tinha sido aplicada em Portugal", respondeu.

Daniela Martins admitiu que tinha "dúvidas" sobre o caminho a seguir para que as meninas recebessem o tratamento cá. "Soube através da comunicação social que ela [Teresa Moreno] tinha sido a médica responsável [pela aplicação do Zolgensma]", explicou, garantindo que, por isso, decidiu conduzir as suas comunicações na direção desta especialista. "Mostrou-se contrário, depois, que ela nunca me respondeu", acrescentou.

A mãe das gémeas reiterou que, na altura, "não sabia" que, tendo consulta nos Lusíadas, seguiria para o Santa Maria. "Por esse motivo tentei a marcação em ambos os hospitais", continuou, repetindo que não "tinha o conhecimento" que a consulta tinha sido desmarcada no mesmo dia. "Não foi a meu pedido", disse.

Mãe das gémeas afasta "necessidade de intervenção" de filho do PR

José Miguel Pires | há 1 mês

O deputado Paulo Muacho, do Livre, retomou a sua palavra lamentando que se esqueça que, "do outro lado", também "estão pessoas", depois de ter perguntado a Daniela Martins sobre o estado de saúde das suas filhas.

Sobre o processo de atribuição de nacionalidade às meninas, e visivelmente emocionada, a mãe das gémeas disse estar "imensamente grata" pelo facto de as menores terem tido acesso ao medicamento.

A submissão dos documentos ao consulado, reiterou, aconteceu a dia 16 de abril.

Já sobre uma eventual influência de Nuno Rebelo de Sousa neste processo, Daniela Martins disse: "Não entendo o motivo pelo qual poderia ter a necessidade de ter alguma intervenção".

"As meninas não tinham, na altura, o documento físico. Lembro de ter entrado no país e não tinham passaporte português, mas não tinham ainda o cartão de cidadão. Tinham a certidão de nascimento, mas não me lembro do cartão de cidadão físico", acrescentou.

Advogado de Daniela Martins pede que se mude nome da CPI

José Miguel Pires | há 1 mês

Depois de um breve intervalo, a audição de Daniela Martins foi retomada.

O advogado da mãe das gémeas, Wilson Bicalho, fez um pedido "inusitado", a pedido da mulher. "Temos hoje uma CPI devidamente instaurada nesta casa, que busca investigar a verdade de factos que têm a ver com a família da minha mandatária. Quando se fala em gémeas, qualquer pessoa comum remete de imediato para a cara da minha cliente e das filhas delas. Então, gostava de pedir e solicitar a esta casa, não sei a maneira formal, que estudassem a possibilidade de se alterar o nome para qualquer outro que esta casa julgue necessário", pediu.

O presidente da CPI respondeu que o pedido será discutido e "mais tarde dar-se-á uma resposta".

Pedro Nuno quer explicações da PGR sobre divulgação de escutas

Lusa | há 1 mês

O líder do PS defendeu hoje que a Procuradora-Geral da República deve explicações ao país sobre a "violação da lei" na divulgação de escutas envolvendo o antigo primeiro-ministro António Costa, considerando insuficiente abrir um inquérito.

Pedro Nuno quer explicações da PGR sobre divulgação de escutas

Pedro Nuno quer explicações da PGR sobre divulgação de escutas

O líder do PS defendeu hoje que a Procuradora-Geral da República deve explicações ao país sobre a "violação da lei" na divulgação de escutas envolvendo o antigo primeiro-ministro António Costa, considerando insuficiente abrir um inquérito.

Lusa | 18:01 - 21/06/2024

"Todos devem ter acesso à saúde e ao melhor disponível"

José Miguel Pires | há 1 mês

Tomou a palavra o deputado Alfredo Maia, do Partido Comunista, que quis fazer uma declaração prévia, defendendo que "todos devem ter acesso à saúde e ao melhor disponível em termos de tecnologia, inovação, produtos novos e novas terapêuticas".

O medicamento tem um "preço obsceno", disse, afirmando que esta é a razão principal pela qual o caso chegou a este estado.

A Alfredo Maia, Daniela Martins disse que houve um forte hiato, de seis meses, entre a primeira consulta e a administração do medicamento, "tendo em conta toda a burocracia e também por causa da pandemia" de Covid-19.

As meninas "foram as que mais esperaram" pelo tratamento, considerou a mãe.

E-mail para o Santa Maria foi a 15 de outubro. Para o Lusíadas a 16

José Miguel Pires | há 1 mês

A mãe das gémeas falou também da altura em que 'disparou' e-mails para o Hospital Lusíadas e para o Hospital de Santa Maria.

Foi enviado um e-mail no dia 15 de outubro para o Hospital de Santa Maria, "com laudo médico", e no dia 16 de outubro, também com o laudo em anexo, para o Hospital Lusíadas, que "confirmou a consulta no e-mail", em resposta, através de um "e-mail padrão".

Daniela Martins rejeitou ter contacto com o diretor do Hospital Lusíadas. "Acredito que teve a atenção especial devido ao teor do e-mail com a explicação do que queria", disse, rejeitando "estranheza" que o pedido fosse direcionado para Teresa Moreno.

"Não tinha ouvido falar de Nuno Rebelo de Sousa"

José Miguel Pires | há 1 mês

Já sobre o e-mail que foi enviado desde o endereço pessoal de Daniela Martins para a companheira de Nuno Rebelo de Sousa, dirigido a António Lacerda Sales, a mãe das gémeas - que admitiu que outras pessoas tinham acesso ao seu telemóvel - limitou-se a dizer que "não conhecia nenhum político de Portugal", porque "não vivia cá".

Por sua vez, a deputada do Bloco de Esquerda Joana Mortágua tomou a palavra, questionando Daniela Martins sobre se tinha conhecimento da existência de Nuno Rebelo de Sousa, ainda que não o conhecesse pessoalmente.

"Não tinha ouvido falar do Dr. Nuno Rebelo de Sousa, mesmo quando ainda morava em São Paulo", disse, rejeitando também ter contactado com pessoas da comunidade para saber como se processava o processo de nacionalidade.

Funcionário do consulado foi ao hospital fotografar as gémeas nos cuidados intensivos

"Nunca pedi nenhuma ajuda para obter a nacionalidade das meninas. Fiz diretamente. Aproveito para esclarecer um facto que veio a público. Já tinha enviado os documentos ao consulado e precisava somente da foto das meninas para o processo correr. Na altura, estavam internadas e então o meu ex-marido foi até ao consulado, explicou que não poderiam estar presencialmente e o consulado enviou um funcionário para tirar as fotos das meninas dentro do hospital", considerou.

Daniela Martins acrescentou também que já se referia ao medicamento Zolgensma nas mensagens que foi enviando a diferentes pessoas que achava que poderiam ajudá-la com o caso, mesmo antes de vir para Portugal.

"Sou uma utente que leva filhas à consulta para avaliação e seguimento"

José Miguel Pires | há 1 mês

A deputada da Iniciativa Liberal, Joana Cordeiro, assumiu a palavra para inquirir Daniela Martins, lamentando que "muitas das pessoas envolvidas nesta situação não foram capazes de fazer publicamente e dar explicações".

Por isso, questionou, tendo a mãe das gémeas dito que não conhecia nem o filho do Presidente da República, nem a sua mulher, que há reportagens em que disse que a conheceu e falou num "pistolão".

"Conheci a Dra. Juliana depois da aplicação, quando já estava no Brasil. Por isso, hoje, digo que a conheço. Nunca conheci o Dr. Nuno Rebelo de Sousa. Disse porque assim que pisei em Portugal e estava no hospital, era o que toda a gente falava. Como não tenho acesso às coisas que acontecem nos bastidores de um hospital, sou uma utente que leva as filhas à consulta para avaliação e seguimento na especialidade", argumentou.

Nuno Rebelo de Sousa? "Sei que vive na mesma cidade que eu, então provavelmente recebeu o nosso grito de socorro através de alguém"

Respondendo às questões de Joana Cordeiro, principalmente sobre o papel de Nuno Rebelo de Sousa, Daniela Martins disse não achar "nada impossível" que a história tenha chegado ao conhecimento do Presidente da República. "Sei que vive na mesma cidade que eu, então provavelmente recebeu o nosso grito de socorro através de alguém. Por esse motivo não me causa estranheza", defendeu.

Mais, a mãe das gémeas disse não ter "meios" para perceber quem foram "os melos" até chegar a Nuno Rebelo de Sousa. "Também gostava de saber. Chegou a ele e a muita gente", argumentou.

A mando do Presidente? "Passei a acreditar nisso"

José Miguel Pires | há 1 mês

"Nunca disse que tinha assinatura de qualquer pessoa", disse Daniela Martins, sobre as questões da médica Teresa Moreno, que disse que tinha assinaturas "até à Ministra da Saúde".

A mãe das gémeas disse não poder "saber" o "motivo" de que se dissesse no hospital de Santa Maria que estava lá "a mando do Presidente [da República". "Passei a acreditar nisso, de tanto que as pessoas falavam", acrescentou.

Sobre uma eventual intervenção do então secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, Daniela Martins disse não parecer-lhe "estranho" que houvesse anotações que indicavam para Lacerda Sales, por não ter "acesso" às mesmas.

"Diziam no hospital que eu estava lá a mando do PR e passei a acreditar"

A mãe das gémeas tratadas em Portugal com um dos medicamentos mais caros do mundo disse hoje no parlamento que se comentava no Hospital de Santa Maria que o Presidente da República tinha tido interferência no acesso das crianças àquele estabelecimento.

Lusa | 19:04 - 21/06/2024

Ventura acusa advogado de Daniela Martins de "instruir" resposta

José Miguel Pires | há 1 mês

André Ventura acusou, ainda, a equipa legal de Daniela Martins de "instruir" a mulher sobre o que dizer nesta CPI.

Em resposta, o deputado João Paulo Correia interpelou Ventura, afirmando que "a depoente, se quiser ser acompanhada por advogado, pode fazê-lo e, antes de responder, pode conferenciar com o advogado". Tem é que ser uma iniciativa da depoente para com o advogado, e não ao contrário.

Daniela Martins tomou a palavra para rejeitar que estivesse a ser instruída pelo advogado. 

"Pistolão é uma gíria, que, na altura, nem sabia o significado"

José Miguel Pires | há 1 mês

Em resposta, o presidente da CPI, o deputado do Chega Rui Paulo Sousa pediu a Ventura que cite as palavras do vídeo, recusando exibi-lo. "Fica a nossa oposição a um meio de prova", disse André Ventura, citando o que é dito no vídeo para questionar Daniela Martins sobre o significado da palavra 'pistolão', que refere no vídeo.

"Pistolão é uma gíria, que, na altura, nem sabia o significado, pois é do pessoal nascido no Rio de Janeiro. Quer dizer que, supostamente, alguém ajudou ou facilitou algum processo para se conseguir alguma coisa", respondeu a mãe das gémeas, reiterando que "era o que era ouvido no hospital, que tinha tido ajuda do Sr. Presidente da República".

"Nesse vídeo, repeti isso", confirmou, afirmando que, "na altura em que estava em Portugal", acreditava que tinha havido ajuda de Marcelo Rebelo de Sousa, "tudo o que as pessoas dentro do hospital [de Santa Maria] falavam, inclusive os médicos". "Na altura, passei a acreditar, sim", disse.

"Era o que diziam, dentro do hospital de Santa Maria, que estava lá a mando do Presidente [da República]", considerou.

Ventura quer vídeo passado à porta fechada

José Miguel Pires | há 1 mês

Em resposta, André Ventura pediu que o vídeo seja passado "à porta fechada", retomando-se posteriormente a transmissão da CPI pela comunicação social.

"Isso não é questão", respondeu o advogado de Daniela Martins, Wilson Bicalho. "Ou tratamos isto de uma forma séria e respeitosa, como até agora. Ou, caso o Chega insista nessa questão mediática e transformar isto num palanque, vamos abrigar-nos à luz do artigo 15.º. Este vídeo não acrescenta nada", disse, afirmando que as palavras podem ser citadas.

"[Daniela Martins] já falou sobre ele, já pediu desculpas por quão parva foi ao dizer essas palavras. Não vejo que agregue, além de fazer um palco mediático", disse Bicalho.

Advogado diz que, se vídeo for exposto, pedirá CPI fechada

José Miguel Pires | há 1 mês

Toma a palavra o advogado de Daniela Martins, Wilson Bicalho, afirmando: "A minha mandatária vem de boa fé, de coração aberto, para responder as questões desta nobre casa que representa o povo português. É sabido que a CPI tem legislação própria, mas análoga à legislação penal, portanto não podemos transformar o que a minha cliente abriu mão de tão boa fé num circo político".

"Caso seja autorizada a imagem da minha cliente que causa devassa na vida pessoal, vamos retirar o pedido que fizemos inicialmente e vamos solicitar que passe a ser transmitida de forma fechada", garantiu.

Recorde-se que, no início da CPI ao caso das gémeas, Daniela Martins abdicou do direito de pedir que a sessão de perguntas e respostas não fosse transmitida de forma aberta.

O seu advogado alegou, ainda, que o vídeo em questão foi "obtido de forma ilegal".

Vídeo? Mortágua expressa "desconforto" e Joana Cordeiro pede "mínimos"

José Miguel Pires | há 1 mês

O deputado João Almeida, do CDS-PP, assumiu a palavra, pedindo que seja revelada a fonte do vídeo em questão e que Daniela Martins mantenha o direito a não ver as imagens das suas filhas - e a sua própria - exibidas, numa CPI que está a ser transmitida pela comunicação social em direto.

Já a deputada do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua, expressou "desconforto", e a deputada da Iniciativa Liberal pediu "mínimos", por tratar-se de um caso "sensível", no qual "houve uma grande devassa da intimidade das pessoas e de duas crianças".

André Ventura, que propôs que o vídeo seja mostrado, manifestou "incompreensão", porque está-se a discutir "se houve ou não uma cunha" no acesso à saúde. "O povo português tem direito de saber", considerou.

Paulo Muacho, deputado do Livre, recordou que Daniela Martins prescindiu dos seus direitos de exposição da sua imagem pela comunicação social durante a CPI, "não dos das suas filhas". "É do mais elementar bom senso que não se passe o vídeo, mas que possa ser-se citado aquilo que foi dito", acrescentou.

A deputada do PAN, Inês Sousa Real, por sua vez, considerou que não seja "posta em causa" a privacidade das duas meninas, argumentando que "não é um caso de alegada cunha das duas menores", solidarizando-se com o "desconforto" gerado. "Deverá haver o escrutínio daquilo que são as suas declarações, das duas uma: Ou há uma extração das declarações do vídeo, ou então um tratamento prévio que garanta que a devassa da vida privada das menores não seja posta em causa", garantiu.

Exibição de vídeo que inclui face das crianças? "Não é justo"

José Miguel Pires | há 1 mês

Pediu-se a transmissão de um vídeo com declarações de Daniela Martins a pedido do deputado André Ventura, que inclui imagens das crianças sem o tratamento das suas caras.

"Não é justo", disse a equipa legal da mãe das gémeas, admitindo que pode estar em questão um "crime", ainda que o vídeo seja "público".

"Devassa gratuita da vida privada, sobretudo destas crianças. Recordo que a proteção do retrato das pessoas e das crianças é especialmente garantida. Não é o facto de ter sido publicada, difundida de qualquer modo, que nos isenta da responsabilidade devida", disse o deputado do Partido Comunista Alfredo Maia.

"Quando vi a necessidade da medicação, antecipei os planos. Não mudei"

José Miguel Pires | há 1 mês

Daniela Martins rejeitou, novamente, ter vindo para Portugal "em busca" do medicamento, respondendo às questões de André Ventura.

"Já planeava a minha vida para vir para cá. Só que tinha as gémeas com dez meses de idade. Queria que fossem um pouco mais velhas, com dois ou três anos. Estava a preparar-me para vir cá. Quando vi a necessidade da medicação, antecipei os planos. Não mudei os planos", afirmou.

Já falando sobre os pedidos de nacionalidade, que a mãe das gémeas disse que aconteceu em abril, Daniela Martins explicou que o processo começou "com o envio da documentação solicitada", que aconteceu a dia 16 desse mês.

"Tive um agendamento para 15 de julho de 2019 e fui presencialmente com as meninas para o consulado [de São Paulo]", afirmou a mulher, rejeitando ter falado com representantes políticos para facilitar o processo de pedido de nacionalidade. André Ventura pediu, consequentemente, que estes dados sejam pedidos ao consulado.

"Pedi ajuda a todas as pessoas. Os dados eram enviados para todas as pessoas", disse Daniela Martins.

Diagnóstico confirmado a 9 de setembro de 2019

José Miguel Pires | há 1 mês

A confirmação do diagnóstico da doença aconteceu a 9 de setembro de 2019, explicou Daniela Martins, depois de, em agosto, ter sido dada entrada de um pedido num tribunal em São Paulo.

"Tive que entrar com a ação para garantir a outra medicação, não o Zolgensma", disse.

Quando a mãe dos gémeas fez um pedido de acesso ao medicamento no Brasil, Daniela Martins explicou que, como nenhuma criança tinha recebido Zolgensma no país, "era suposto tentar todas as tentativas".

"Quando vim para cá, não tinha conseguido nenhuma decisão favorável no Brasil, mas mantive todos os processos em aberto. Sei que esse processo [no Brasil] não resultou", afirmou, reiterando: "Se tivesse sido favorável, continuaria lá".

 

E-mail dirigido a Lacerda Sales? "Não tenho conhecimento"

José Miguel Pires | há 1 mês

Respondendo às questões do deputado André Ventura, ainda sobre os e-mails de Daniela Martins, a mãe das gémeas disse não ter "conhecimento" de um e-mail que começa com a frase 'Bom dia Dr. António Sales', enviado à companheira do filho do Presidente da República.

"Não tenho conhecimento desse e-mail", vaticinou Daniela Martins, acrescentando: "Não tenho acesso ao e-mail da Dra. Juliana e, na altura, os meus pedidos eram públicos, os pedidos de ajuda eram direcionados a diversas pessoas. Não tenho como saber a quem chegou".

Depois de uma cópia do e-mail ter circulado pelos deputados presentes, a mãe das gémeas viu que a mensagem "saiu" da sua caixa pessoal de e-mail. "É o meu email. Alguém deve ter enviado. Não lhe posso garantir que fui eu que escrevi. Várias pessoas tinham acesso à minha caixa de email", explicou.

"Na minha situação, onde já afirmei que várias pessoas estavam a pedir ajuda por diversos sítios, através do meu e-mail, Instagram e outros meios, não acho absurdo", disse, sobre a possibilidade de outra pessoa ter utilizado o seu e-mail pessoal para enviar o correio eletrónico em questão.

Gémeas. Mãe diz não se lembrar de ter enviado 'mail' para nora de Marcelo

Gémeas. Mãe diz não se lembrar de ter enviado 'mail' para nora de Marcelo

A mãe das gémeas luso-brasileiras afirmou hoje não se lembrar de ter enviado um 'mail' à mulher do filho do Presidente da República para agradecer ao ex-secretário de Estado António Lacerda Sales o acompanhamento que deu às suas filhas.

Lusa | 17:58 - 21/06/2024

Daniela Martins rejeita "divergências" com médica

José Miguel Pires | há 1 mês

Teresa Moreno alegou que o primeiro contacto direto com Daniela Martins aconteceu por e-mail, a 14 de novembro, e a mãe das gémeas confirmou a informação.

Rejeitou, por outro lado, ter "divergências" com a médica do Hospital de Santa Maria. "Quando as minhas filhas cá vieram, sempre falei que a intenção era pelo tratamento com essa medicação, já que tinham acesso a outra medicação ainda no Brasil. Essa tinha que ser tomada a cada quatro meses", disse, explicando que a médica alegou não ter garantido nenhuma medicação para as meninas.

Ao questionar sobre se as gémeas não estavam dentro dos "critérios" para receber o medicamento, disse que não recebeu resposta da médica.

"Não sei quem desmarcou a consulta no Lusíadas e marcou no Santa Maria"

José Miguel Pires | há 1 mês

Falando sobre o primeiro contacto com o Hospital Lusíadas, Daniela Martins admitiu que foi ela a pedir a marcação através do e-mail de marcação do hospital. "Recebi uma informação que seria direcionado à diretoria e depois recebi e-mail a dizer que estava agendada a consulta. Foi tudo por troca de e-mail", explicou, argumentando que "sabia que a Dra. Teresa Moreno atendia as crianças de forma particular no Hospital Lusíadas e de forma pública no Hospital Santa Maria".

"Estava a tentar abrir qualquer possibilidade de acesso à medicação, fosse pública ou privada", defendeu, esclarecendo que a marcação foi agendada a 22 de novembro de 2019, e que a primeira consulta seria a 6 de dezembro de 2019. "Na época, não tinham condições clínicas para vir e posteriormente foi marcada para 2 de janeiro de 2020", explicou.

"Só soube que ela foi desmarcada depois nas investigações. Na altura não percebia qual era o sistema cá em Portugal, mas depois soube que seria encaminhada para o Santa Maria, então não sei quem desmarcou a consulta no Lusíadas e quem marcou no Santa Maria", admitiu Daniela Martins.

Daniela Martins diz ter conhecido Teresa Moreno a 2 de janeiro

Falando sobre as marcações e desmarcações, a mãe das gémeas admitiu que o primeiro contacto com Teresa Moreno foi nos "inícios de novembro" de 2019. "Nunca foi retornado o e-mail, então tentei interagir e avisar a minha intenção, mas nunca recebi nenhum e-mail de volta. Fui somente conhecê-la no dia 2 de janeiro. Antes disso, no suposto dia da consulta em dezembro, esteve cá em Portugal o meu ex-marido para explicar-lhe o motivo de não estarmos cá na data agendada", acrescentou.

"Não me surpreende que qualquer pessoa que soubesse passasse a mensagem"

José Miguel Pires | há 1 mês

Daniela Martins disse não saber que "amigos em comum" tem com Nuno Rebelo de Sousa.

Falando sobre um e-mail de Nuno Rebelo de Sousa ao "pai", ou seja, ao Presidente da República, o filho de Marcelo Rebelo de Sousa ter-se-á referido aos pais das gémeas como "muitos amigos de uns amigos nossos", questionaram os deputados.

Em resposta, a mãe das gémeas disse não saber "como chegou a Nuno Rebelo de Sousa". "Fiz uma campanha de angariação, e isso teve um alcance no Brasil e em Portugal. Até hoje não sei quem são os amigos em comum e não consigo esclarecer isso", disse, rejeitando ter enviado um e-mail diretamente ao filho do Presidente da República ou à mulher.

"Acredito que, indiretamente, ele tenha sido contactado, porque teve acesso ao meu e-mail padrão com as informações das meninas. Mas volto a repetir, não sei quem é que é o amigo em comum, se são vários, se é um", reiterou Daniela Martins, afirmando que tinha apenas "um pedido de socorro" e "uma situação com um prazo para a toma da medicação. "Não me surpreende que qualquer pessoa que soubesse da situação passasse a mensagem adiante", retorquiu.

Pedido de ajuda ao filho do PR?

Pedido de ajuda ao filho do PR? "Não sei quem é o amigo em comum"

A mãe das gémeas luso-brasileiras afirmou hoje desconhecer o filho do Presidente português, alegando que os tratamentos das suas filhas se intensificaram na sequência de um pedido de ajuda após uma campanha de angariação de fundos no Brasil.

Lusa | 17:26 - 21/06/2024

"Não vejo nenhuma exceção à regra"

José Miguel Pires | há 1 mês

Daniela Martins disse que não pediu ajuda a "nenhum hospital de Faro", onde vivia a sua prima. "Estávamos a tentar por onde tínhamos que começar. As meninas já tinham utente de saúde, queria a informação se era apenas chegar e marcar, se tinha de passar por médico de família. Os e-mails era para tentar perceber como funcionava o passo a passo até chegar ao especialista e ele avaliar se as meninas tinham, ou não, o privilégio dessa medicação", explicou.

A mãe das gémeas rejeitou que tivesse a ideia, naquele momento, que se tratasse de uma situação "excecional". "Era suposto ter o direito de equidade a partir do momento em que outras crianças portugueses tomaram a medicação. Então não vejo nenhuma exceção à regra", disse, afirmando que "os médicos devem ter feito as contas", concluindo que o Zolgensma foi mais "barato" para os cofres públicos.

Nas mesmas declarações, Daniela Martins admitiu que não conhece Nuno Rebelo de Sousa. "Conheci a esposa dele, anos depois, no final de 2022, quando já estava no Brasil durante os seis meses que lá estava, num evento público, num shopping de São Paulo. As meninas já haviam tomado a medicação", afirmou.

A mãe das gémeas admitiu estar a tentar "perceber" porque é que a "sua história" foi 'usada' para "atingir outras pessoas". "É essa situação. Alguém pensou que vim cá, cheia de privilégios, onde as meninas não tinham direito, que me deram essa medicação supostamente porque me conheciam. Tudo se provou que essas afirmações são falsas", vaticinou.

"Não me dirigi a nenhum órgão do Governo. E-mails foram a hospitais"

José Miguel Pires | há 1 mês

As perguntas continuam, e a elas Daniela Martins assegurou que se baseou "na lei de equidade", com "a esperança que as meninas tivessem essa medicação", pois "as outras crianças portuguesas tinham recebido" e as gémeas "estavam nos critérios".

"Não me dirigi a nenhum órgão do Governo. Os e-mails foram sempre aos hospitais e aos médicos para tentar perceber qual era o caminho para chegar cá em Portugal e ter acesso", explicou. A mãe das gémeas rejeitou ter tido contacto com representantes políticos da área da Saúde em Portugal, ainda.

Daniela Martins rejeitou também que o pedido de nacionalidade portuguesa estivesse relacionado com o caso do medicamento. "O pedido de nacionalidade - meu - já tem mais de 15 anos e das minhas filhas foi tirado quando tinham apenas cinco meses de idades. Foram diagnosticadas aos dez meses", argumentou.

Rejeitou, também, "facilitismo". "Vimos que correu tudo conforme era o prazo da época, de 2019", afirmou.

O deputado social-democrata António Rodrigues questionou, assim, "porque é que se fala tanto" da influência de Marcelo e Nuno Rebelo de Sousa, e a mãe das gémeas respondeu: "Eu também gostava de saber".

"Eu tinha essa informação vinda do hospital. Era o que se falava no hospital. Fiz um pedido de angariação no Brasil, sei que isso alcançou pessoas que não tenho conhecimento nem como saber a quem chegou. Se houve alguma interferência, algum pedido, não tenho como saber isso", argumentou.

"Houve algum tipo de manipulação, uma intenção de se formar uma história"

José Miguel Pires | há 1 mês

O deputado do PSD, António Rodrigues, começou a ronda de perguntas a Daniela Martins, falou do caso da "vaidade" e do "exagero". "É importante sabermos se houve alguém, português ou não, que pudesse agilizar ou mudar a forma como este assunto chegou às autoridades portuguesas", começou por perguntar.

Em resposta, a mãe das gémeas falou sobre a ideia da "conspiração". "É só acessar às mídias sociais que todas essas informações que hoje já são sabidas falsas foram lançadas pela comunicação social. Houve algum tipo de manipulação, uma intenção de se formar uma história", disse, lamentando que o Hospital Santa Maria "não preservou" os dados pessoais em questão.

Daniela Martins disse que "sempre" foi o seu plano "viver em Portugal". "Desde que casei, vinha-me preparando para, um dia, vir para cá. Ia aguardar por minhas filhas serem um pouco mais independentes, mas, em razão da doença, acabei por antecipar esses planos", respondeu.

Depois, o deputado social-democrata perguntou quando é que a mãe das gémeas soube que havia o medicamento em Portugal. "Optou para vir para Portugal porque já sabia que cá já havia esse medicamento? Tinha a noção que o custo era tão elevado quanto aquele que já referiu?", perguntou.

"Sim, desde o princípio sabia do valor da medicação, que é uma coisa bem assustadora", respondeu Daniela Martins, afirmando que "soube do Zolgensma na altura que as meninas estavam nos cuidados intensivos, no Brasil, na altura que foi dado em caráter excecional cá a duas crianças", e que os planos de vir para Portugal foram antecipados por saber que o medicamento existia cá, e na "esperança" de que as meninas tivessem acesso, "por serem portuguesas".

"Ao contrário do que dizem, não sou uma pessoa privilegiada"

José Miguel Pires | há 1 mês

"Por meses, as minhas filhas menores de idade foram mostradas sem tratamento na cara, com inúmeras declarações falsas, estimulando uma onda de ódio contra a minha família. Assusta que nenhum poder público, nenhuma agência reguladora, nenhum órgão de classe médica, jornalística, nenhum organismo de direitos humanos, proteção de crianças, interviu", lamentou Daniela Martins.

Disseram que as minhas filhas furaram a fila, passaram à frente de outros portugueses. Coisas que nunca existiram

Foi o "próprio hospital", aliás, a dizer foi abandonada uma "cadeira de rodas destinada" às meninas, "quando a mesma nem estava no hospital". "Disseram que tirei a nacionalidade em 14 dias. Foi notícia falsa. Exibiram a minha morada, com endereço, fizeram imagens de drone da minha casa. Disseram que as minhas filhas furaram a fila, passaram à frente de outros portugueses. Coisas que nunca existiram", continuou, rejeitando ter tido "privilégios" na "aquisição de produtos de apoio".

"Disseram que vim fazer turismo de saúde a Portugal. Facto que nunca aconteceu. Disseram que o Infarmed se propôs a trabalhar ao sábado para aprovar o medicamento", continuou.

"Por conta dessa exposição, não posso voltar para minha casa com segurança. Novamente tive que adaptar a minha vida. Com essa comunicação social sensacionalista e jornalistas sem princípios, já tenho uma queixa-crime a decorrer no DIAP de Oeiras. Espero que esse caso sirva não só para criar culpados, mas para que os deputados possam mudar as coisas no sentido de proteger as pessoas, em especial as crianças", concluiu.

Daniela Martins mostrou-se "imensamente grata" ao SNS. "Se não fosse ele, talvez minhas filhas não estivessem comigo hoje", disse, agradecendo também ao "Governo português" e "a cada uma das pessoas" que a ajudou "com a jornada" em Portugal.

"Sou também portuguesa, amo este país e espero, do fundo do meu coração, poder um dia voltar para minha casa em segurança. Ao contrário do que dizem, não sou uma pessoa privilegiada. A minha vida nunca foi facilitada até aqui", disse.

Marcelo ou Nuno Rebelo de Sousa? "Nunca conheci nem me dirigi" a eles

José Miguel Pires | há 1 mês

"Afirmei que conhecia a nora do Sr. Presidente da República, mas, a verdade, é que só a conheci num evento de Natal em São Paulo, anos depois da medicação. Nunca conheci e nem me dirigi pessoalmente ao Sr. Dr. Presidente da República, ou seu filho, Sr. Dr. Nuno Rebelo de Sousa. Numa conversa, supostamente informal, me vanglorei. Afirmei ter havido uma rede de influências em que os médicos começaram a ter ordens de cima. Sobre isso, só posso pedir imensa desculpa. Fui parva, errei, porque disse algo que não era verdade por vaidade naquele momento, mas o contexto daquela gravação é importante", defendeu Daniela Martins.

Percebi que havia caído numa armadilha, onde fui gravada com uma câmara escondida em minha casa

A mãe das gémeas luso-brasileiras explicou que foi contactada "através do Instagram" pela TVI, "interessada em, alegadamente fazer uma matéria sobre a evolução da medicação". "Depois, percebi que havia caído numa armadilha, onde fui gravada com uma câmara escondida em minha casa pela pessoa que se apresentou como técnico de montagem de equipamentos", argumentou.

"O que poucos sabem cá são das dificuldades que passei desde que cheguei. Já morei nos Anjos, em três ou quatro AirBnB e não sabia se ia ter condições de continuar com as minhas filhas cá", disse, afirmando que foi muitas vezes "recusada" em Uber porque andava com as crianças no 'ovinho'.

Depois, acabou por comprar uma casa. "Era sempre muito difícil carregá-las e os equipamentos delas. Muitas vezes fiquei sem dormir, porque elas recebiam - ainda recebem - alimentação de noite. Não são crianças como todos estão habituados. Requerem muitos cuidados. Não me coloco de vítima. Busco, e sempre vou buscar, garantir o melhor que posso para elas, dentro do que seja direito", disse.

"Nunca conheci nem me dirigi pessoalmente ao Presidente ou ao seu filho"

A mãe das gémeas disse hoje à comissão de inquérito que nunca conheceu ou se dirigiu pessoalmente ao Presidente da República, ou ao filho, e indicou que mentiu quando falou numa rede de influência que favoreceu as crianças.

Francisca Matos | 16:37 - 21/06/2024

"Todos os mails foram enviados por mim e por pessoas dispostas"

José Miguel Pires | há 1 mês

"Todos os mails foram enviados por mim e por pessoas que estavam dispostas a ajudar-nos", assegurou Daniela Martins, fazendo um mail "padrão" para enviar para Portugal, com dados das crianças e de "uma prima que já morava em Portugal".

"Como se é esperado num pedido de angariação, o nosso grito de socorro ganhou imensa força e chegou a forças que jamais imaginaria. Todos se uniram nessa corrente do bem repostando nas suas mídias sociais. Entendo que essas pessoas o fizeram apenas por humanidade e empatia com a nossa história", acrescentou.

"Quando tivemos a consulta com a Dra. Teresa confirmada nos Lusíadas, foi como uma luz no final do túnel. E logo na semana seguinte com a mesma médica no Hospital Santa Maria. Não sabia que poderia apenas ter vindo a Portugal sem nenhuma marcação de consulta e me dirigido às urgências", defendeu Daniela Martins, afirmando: "Decidi continuar com todas as alternativas, porque não teria nenhuma garantia".

Por isso, quando as meninas tiveram as "mínimas condições clínicas para voar", vieram para Portugal. "Acabamos vindo em um voo comercial, com equipamentos médicos e profissionais de saúde para garantir caso tivesse alguma urgência dentro do voo. Embarcamos para Portugal com toda essa gente. Essa equipa retornou para o Brasil no mesmo dia, mais tarde foram chamados por um médico cá de 'criadas' e eu de 'pessoa abastada'. Imagem essa que muitas pessoas dentro do hospital tinham - e ainda têm - de mim, assim como quase toda a gente cá em Portugal", acrescentou.

"Como mãe, fiz o que qualquer mãe faria"

José Miguel Pires | há 1 mês

Daniela Martins explicou que "em menos de três meses de internamento", as bebés foram operadas dez vezes. "Os senhores não podem nem sequer imaginar o momento que eu e a minha família passávamos. De longe o pior momento da minha vida", disse, mostrando-se muito emocionada enquanto lia a sua declaração inicial na CPI.

"Tive que entrar com um processo para garantir o tratamento", acrescentou, lamentando que, "sendo uma doença rara", os profissionais de saúde também desconheciam a doença "rara, agressiva e cruel".

Foi nessa época que Daniela Martins teve conhecimento do Zolgensma. "Era uma medicamento revolucionário e que prometia salvar a vida das crianças com AMI. Uma esperança real, mas distante, por conta do valor. Eram 2 milhões de dólares, cada medicação. No meu caso, teria que ser 4 milhões. Por óbvio, não tinha o valor para uma, sequer para duas. Mas, como mãe, fiz o que qualquer mãe faria, reuni familiares e amigos e começamos uma luta contra o tempo", acrescentou.

Fizeram-se, então, "várias alternativas", entre elas angariações de fundos e pedidos de dinheiro a familiares. "Fiz o que qualquer mãe faria", reiterou, pedindo que as crianças fossem inscritas em "'trials'" dos medicamentos no mundo inteiro.

Também foi tirado o "visto americano" para as meninas, "e nessa mesma época" foi iniciado o envio de e-mails para médicos e hospitais em Portugal, "para tentar perceber qual seria o caminho para as filhas terem acesso ao medicamento, já que, na altura, outras meninas tinham tido o medicamento no Santa Maria".

"Nasci no Brasil, mas o sangue que corre nas minhas veias é português"

José Miguel Pires | há 1 mês

Wilson Bicalho, o advogado de Daniela Martins, mãe das gémeas luso-brasileiras cujo caso está a ser alvo de comissão parlamentar de inquérito, começou por falar.

Para "ver os fatos realmente apurados, sem intervenção da mídia", a mulher "fez questão que a transmissão seja feita em público e direto", explicou o jurista.

Admitindo estar "nervosa", Daniela Martins preferiu ler a declaração que tem para fazer esta sexta-feira: "Agradeço a esta casa que representa todo o povo português a oportunidade de poder contar a história da minha família. Nasci no Brasil, mas o sangue que corre nas minhas veias é português. Sou cidadã há mais de 15 anos", começou por dizer.

"Não sou uma mera turista. As minhas filhas são cidadãs portuguesas desde 2 e 3 de setembro de 2019. Com processo de cidadania iniciado no Consulado português em São Paulo em 16 de abril de 2019, quando tinham apenas cinco meses de idade", acrescentou, avançando que "não havia qualquer suspeita de doença".

Depois, no entanto, comprovou-se essa doença, "extremamente rara". "Muitos dos senhores e senhoras que estejam aqui sabem o que é que essa sentença de morte causou em mim e na nossa família", disse, visivelmente emocionada, lamentando: "Não tive nem sequer tempo de chorar, na época".

Daniela Martins já está no Parlamento

José Miguel Pires | há 1 mês

A mãe das gémeas luso-brasileiras, Daniela Martins, já está na sala onde decorrem as audições da comissão parlamentar de inquérito ao caso das gémeas, para responder às questões dos deputados.

Aprovado pedido de audição de Nuno Rebelo de Sousa na CPI às gémeas

José Miguel Pires | há 1 mês

Foi aprovada por unanimidade a (nova) convocatória para audição na comissão parlamentar de inquérito ao caso das gémeas do filho do Presidente da República, Nuno Rebelo de Sousa, que foi recentemente constituído arguido neste mesmo caso.

Foi assim reiterada a convocatória para audição nos dias 3 ou 12 de julho, presencialmente ou por videoconferência, de Nuno Rebelo de Sousa.

Caso o filho do Presidente da República volte a recusar ser ouvido nesta CPI, a decisão será comunicada ao presidente da Assembleia da República, para que seja consequentemente comunicada à Procuradoria-Geral da República.

Caso gémeas. Comissão volta a chamar Nuno Rebelo de Sousa para depor

Caso gémeas. Comissão volta a chamar Nuno Rebelo de Sousa para depor

A comissão parlamentar de inquérito ao caso das gémeas tratadas no Hospital de Santa Maria voltou a requerer hoje a presença do filho do Presidente da República, alegando que que a sua recusa em comparecer "consubstancia um crime de desobediência".

Lusa | 15:52 - 21/06/2024

Trabalhos interrompidos por 30 minutos. Daniela Martins fala pelas 15h00

Daniela Carrilho | há 1 mês

As votações em plenário começaram, motivo pelo qual os trabalhos que estão a decorrer CPI tiveram de ser interrompidos por um período de 30 minutos.

Pelas 15h00 deverá então dar-se início à audição da mãe das gémeas, Daniela Martins.

CPI aprova pedido de audição de António Costa

Daniela Carrilho | há 1 mês

O Chega pediu que o ex-primeiro-ministro António Costa fosse chamado à CPI na sequência deste caso, justificando-o com uma expressão da mãe das gémeas, que terá dito que teve "autorização de todos".

Após votação dos deputados, o requerimento do Chega para a audição de António Costa foi aprovado, com cinco votos contra, duas abstenções e nove votos a favor.

Também foram aprovadas por unanimidade as audições de Mário Pinto, ex-assessor da Presidência da República para a área da saúde, e de Paulo Jorge Nascimento, o antigo Cônsul-Geral de Portugal em São Paulo.

 
 
 

Recorde a audição de António Lacerda Sales na CPI

Marta Amorim | há 1 mês

O ex-secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, foi o primeiro a prestar depoimento na segunda-feira.

António Lacerda Sales invocou o estatuto de arguido, o que lhe permitiu ficar em silêncio após inúmeras questões. Ainda assim, o ex-secretário de Estado Adjunto e da Saúde criticou o relatório da IGAS, frisando que "este processo tem muitas pontas soltas". Negou ainda alguma vez ter falado com o primeiro-ministro, Marta Temido ou o Presidente da República sobre o caso das gémeas. 

"Bode expiatório" e "arguido". O que disse Lacerda Sales sobre as gémeas

O ex-secretário de Estado Adjunto e da Saúde António Lacerda Sales é o primeiro a prestar depoimento

 Marta Amorim com Lusa | 14:08 - 17/06/2024   

Quem ainda deverá ser ouvido na CPI?

Daniela Carrilho | há 1 mês

Constituída por 17 deputados, a comissão terá quatro meses para concluir o seu trabalho.

Na reunião de 4 de junho, a comissão definiu que as audições deverão acontecer pelo menos duas vezes por semana, aprovando os pedidos de depoimento do Presidente da República e do seu filho Nuno Rebelo de Sousa, além do chefe da Casa Civil da Presidência da República, Fernando Frutuoso de Melo, e da assessora do chefe de Estado para os assuntos sociais, Maria João Ruela.

No acaso do Presidente da República, segundo o regime jurídico dos inquéritos parlamentares, poderá depor por escrito.

A CPI já ouviu Lacerda Sales, irá ouvir hoje a mãe das gémeas e ficará a faltar ouvir, numa fase inicial, o pai das meninas, o advogado da família, a presidente do Instituto dos Registos e Notariado, Filomena Rosa, Catarina Sarmento e Castro e Berta Nunes, por causa do processo de naturalização das crianças.

A comissão ainda aprovou, entre outras, as audições da jornalista Sandra Felgueiras, da ex-ministra da Justiça Catarina Sarmento e Castro, da ex-secretária de Estado das Comunidades Portuguesas Berta Nunes e da ex-presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e atual ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

O que está em causa? Recorde o caso

Lusa | há 1 mês

Em causa está o tratamento hospitalar de duas crianças gémeas residentes no Brasil que adquiriram nacionalidade portuguesa e receberam no Hospital de Santa Maria (Lisboa) o medicamento Zolgensma. Com um custo de dois milhões de euros por pessoa, este fármaco tem como objetivo controlar a propagação da atrofia muscular espinal, uma doença neurodegenerativa.

O caso foi divulgado pela TVI, em novembro passado, e está ainda a ser investigado pela Procuradoria-Geral da República e a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde já concluiu que o acesso à consulta de neuropediatria destas crianças foi ilegal.

Também uma auditoria interna do Hospital Santa Maria concluiu que a marcação de uma primeira consulta hospitalar pela Secretaria de Estado da Saúde foi a única exceção ao cumprimento das regras neste caso.

Mãe das gémeas luso-brasileiras vai ser ouvida hoje no Parlamento

Daniela Carrilho | há 1 mês

Daniela Martins estará presencialmente na CPI e a audição está prevista realizar-se cerca das 14h00.

Mãe das gémeas luso-brasileiras vai ser ouvida hoje no Parlamento

Mãe das gémeas luso-brasileiras vai ser ouvida hoje no Parlamento

Daniela Martins estará presencialmente na CPI e a audição está prevista realizar-se cerca das 14h00.

Daniela Carrilho | 09:27 - 21/06/2024

Início de acompanhamento

Daniela Carrilho | há 1 mês

Boa tarde. Seja bem-vindo ao acompanhamento da audição da mãe das gémeas luso-brasileiras, Daniela Martins, no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao caso. As meninas foram tratadas em 2020 com um medicamento que custou quatro milhões de euros ao Estado português. 

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