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Bugalho acusa Marta Temido e PS de "irresponsabilidade democrática"

O cabeça de lista da AD às europeias acusou hoje a sua adversária Marta Temido e o PS de "irresponsabilidade democrática", por criticarem o plano de emergência para a saúde depois do estado a que deixarem chegar o setor.

Bugalho acusa Marta Temido e PS de "irresponsabilidade democrática"
Notícias ao Minuto

20:24 - 29/05/24 por Lusa

Política Europeias

Ao intervir num comício no centro de Santarém, Sebastião Bugalho começou por dizer que não iria falar "de maturidade ou de imaturidade", mas sim de irresponsabilidade.

"É a irresponsabilidade de alguém que foi candidata à Assembleia da República em março, que sonhava ser candidata autárquica em abril e que é candidata ao Parlamento Europeu em maio", frisou.

Apesar de não pretender "cair no plano nacional", justificou que decidiu fazê-lo já que hoje aparecerem juntos na campanha a candidata europeia e o secretário-geral do PS.

Para Sebastião Bugalho, os portugueses "não esquecem a irresponsabilidade de quem vem criticar um plano de emergência para a saúde depois de deixar o SNS (Serviço Nacional de Saúde) com 1,7 milhões portugueses sem médicos de família".

Esta é "a mesma irresponsabilidade de quem vem criticar soluções para o SNS quando deixou mais de nove mil doentes oncológicos acima dos tempos previstos para consulta e cirurgia, muitos deles à espera de cirurgias que lhes podiam ter salvo a vida".

O cabeça de lista da AD frisou que, ao falar de irresponsabilidade, não está a fazer um ataque pessoal: "é um facto político, é um facto estatístico, é algo que Portugal não esquece, não esqueceu no dia 09 de março e não esquecerá no 10 de junho".

Durante a intervenção, Sebastião Bugalho acusou também o PS de querer "criar uma realidade alternativa" nesta campanha por "não ter respostas para dar à realidade concreta dos portugueses".

"Dizem, imaginem, que a AD tem um problema, que é contra os direitos das mulheres, uma lista que conta com a Vânia Neto, com a Lídia Neto ou com a Ana Gabriela Cabilhas como mandatária para a juventude", afirmou.

O candidato às europeias realçou que foi Portugal o primeiro Estado-membro da União Europeia a ratificar a convenção de Istambul, "que permite proteger legalmente as mulheres da violência, da mutilação genital feminina e da perda dos seus direitos".

"Sabem quem foi a deputada que trouxe a convenção de Istambul para Portugal? Foi uma deputada portuguesa que é candidata ao Parlamento Europeu na lista da AD", disse, referindo-se a Carla Rodrigues, número 8 na lista.

"Se há alguém que não aceita lições sobre direitos das mulheres são aqueles que foram os primeiros a defender os direitos das mulheres na Europa", disse, em resposta às críticas de que tem sido alvo nos últimos dias.

Sebastião Bugalho disse que hoje, depois de Setúbal, Almada, Tomar e de 380 km percorridos, chegou a Santarém "com uma campanha que não tem medo, mas que não faz campanha com o medo".

"É isso que nos distingue. Uma campanha que não dá protagonismo aos extremismos, porque sabe que tem ideias que valem muito mais do que qualquer extremismo, à direita ou à esquerda", sublinhou.

Segundo o candidato, a AD tem "ideias suficientemente boas" para não ter de se socorrer "da capa do extremismo".

"Esta é uma diferença entre a nossa candidatura e as outras", acrescentou.

De Santarém, Sebastião Bugalho seguiu para Torres Novas, terminando o terceiro dia de campanha com uma visita à feira medieval.

[Notícia atualizada às 21h19]

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