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CDS confirma conversações com PS e PSD e diz que voltou a ser "decisivo"

O líder do CDS-PP/Madeira, José Manuel Rodrigues, confirmou hoje ter conversado com o PS e com o PSD sobre a presidência do parlamento e salientou que o partido volta a ser "decisivo" na vida política da região.

CDS confirma conversações com PS e PSD e diz que voltou a ser "decisivo"
Notícias ao Minuto

14:12 - 28/05/24 por Lusa

Política Eleições na Madeira

"Eu confirmo que houve conversações quer com o líder do PS ontem, quer com o líder do PSD hoje sobre a presidência do parlamento", disse, esclarecendo que ainda não tomou uma decisão, mas que o partido continua "a conversar, agora com o PSD".

José Manuel Rodrigues falava aos jornalistas após uma audição com o representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, que hoje recebe os sete partidos com representação parlamentar, após as eleições de domingo, por ordem crescente de votação: PAN (um deputado), IL (um), CDS-PP (dois), Chega (quatro), JPP (nove), PS (11) e PSD (19).

"Pelos vistos o CDS volta a ser decisivo na vida política da Madeira e isso só me pode agradar", declarou, para logo reforçar: "Houve muita gente que vaticinou o desaparecimento do CDS. Afinal, o CDS está no centro da decisão de a Madeira ter ou não um governo credível e um orçamento exequível."

O líder centrista, que foi eleito deputado no domingo e exerce o cargo de presidente do parlamento regional desde 2019, no âmbito do governo de coligação com o PSD, disse não ter fechado a porta ao PS e ao JPP - que na segunda-feira indicaram que vão apresentar ao representante da República "uma solução de governo conjunta" -, mas revelou descrença face a essa proposta.

"Eu acho que nós temos que garantir que quem vier a formar o Governo da Madeira tem que ter o mínimo de estabilidade política e de credibilidade. A solução apresentada ontem pelo PS e pelo JPP não nos parece ir neste caminho", declarou.

José Manuel Rodrigues disse, no entanto, que a porta "está entreaberta com todos os partidos políticos".

O PS e o JPP somam 20 deputados, aquém dos 24 necessários para a maioria absoluta, sendo que o PSD e o CDS-PP somam 21.

"No atual cenário político, com o atual quadro parlamentar, todos os partidos têm que falar com todos os partidos, porque cada deputado vai ter um peso muito próprio nas decisões que vierem a ser tomadas, quer na aprovação do Programa do Governo, quer na aprovação do Orçamento, quer depois na restante legislação ao longo dos anos", sublinhou.

O líder centrista revelou ter dito ao representante da República que o partido não fará coligação de governo com nenhum partido (como tinha já anunciado), estando, no entanto, disponível para entendimentos parlamentares para viabilizar um executivo e aprovar um Orçamento.

"Precisamos de normalizar rapidamente a vida política regional na Madeira e criar as condições de estabilidade e de governabilidade", explicou, acrescentando que o CDS-PP "será sempre um fator de estabilidade, de responsabilidade e de credibilidade", sobretudo atendendo à "fase difícil" que atravessa a região.

José Manuel Rodrigues disse também ser possível aprovar o Orçamento entre meados de julho e princípio de agosto, sublinhando que esta é a "questão essencial".

"O que os madeirenses e porto-santenses pedem hoje aos políticos é que sejam responsáveis e que trabalhem numa solução de credibilidade que traga estabilidade à vida política regional", insistiu.

Por outro lado, afirmou que o processo judicial que investiga suspeitas de corrupção na Madeira, no qual o presidente demissionário do executivo PSD/CDS-PP, o social-democrata Miguel Albuquerque, foi constituído arguido, não interfere nas negociações com o PSD.

"Eu disse na campanha eleitoral que não fazia campanhas na base de suspeitas judiciais. Continuo a dizer o mesmo", lembrou, vincando que, apesar das suspeitas, Albuquerque "foi o vencedor das eleições do último domingo".

O parlamento madeirense é constituído por 47 deputados, pelo que a formação de uma maioria requer 24 eleitos.

As eleições antecipadas na Madeira ocorreram oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando Albuquerque foi constituído arguido.

[Notícia atualizada às 14h21]

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