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Melo elogia resultado e critica Chega por pedir saída de Albuquerque

O presidente do CDS-PP elogiou hoje o resultado do seu partido nas eleições regionais na Madeira, em que elegeu dois deputados, e criticou o Chega por pedir a saída de Miguel Albuquerque da liderança do Governo Regional.

Melo elogia resultado e critica Chega por pedir saída de Albuquerque
Notícias ao Minuto

23:27 - 26/05/24 por Lusa

Política Madeira

"Eu acho absolutamente ridículo que algum líder de um partido tenha a pretensão de decidir das lideranças de outros partidos", declarou Nuno Melo à agência Lusa.

"Sabemos quem ganhou, sabemos quem perdeu, e o que é de facto muito inusitado é termos um partido com quatro deputados [o Chega] a pedir a cabeça do líder de um partido [PSD/Madeira] que obteve aqueles que teve [19 eleitos, através de eleições livres e diretas", acrescentou.

Nuno Melo considerou que nestas eleições o CDS-PP/Madeira conseguiu "um desempenho notável", realçando que assegurou um grupo parlamentar, e observou: "Para partido que diziam que desaparecia não está mal".

Por outro lado, realçou que "o PS voltou a ser derrotado" em eleições -- depois de ter perdido as legislativas antecipadas de 10 de março -- e "a CDU e o BE também saíram do parlamento regional" da Madeira.

"A esquerda toda foi derrotada", comentou Nuno Melo, aconselhando o PS a "meditar sobre a derrota que teve".

O presidente do CDS-PP e também ministro da Defesa Nacional recusou comentar cenários de governação na Madeira e não quis analisar a estabilidade ou instabilidade do novo quadro parlamentar desta região autónoma.

"A Região Autónoma da Madeira é isso mesmo, é autónoma, o CDS Madeira goza também de autonomia", frisou.

Interrogado sobre eventuais coligações ou entendimentos parlamentares, Nuno Melo respondeu: "Em relação a cenários, eu não comento nenhum sem antes disso falar com o presidente do Governo Regional. Sei aquilo que penso, sei aquilo que direi ao presidente do Governo Regional, mas não o vou antecipar".

Segundo Nuno Melo, o grupo parlamentar do CDS-PP "será importante na definição de maiorias em todas as votações" na Assembleia Legislativa Regional da Madeira, com "uma configuração parlamentar de razoável fracionamento".

"Teremos de esperar aquilo que será o resultado normal da dinâmica parlamentar em relação ao futuro próximo", considerou.

"E mais não digo", declarou.

De acordo com resultados oficiais divulgados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, o PSD obteve 36,13% dos votos nas eleições regionais antecipadas de hoje e conseguiu 19 lugares em 47 na Assembleia Legislativa Regional da Madeira, ficando a cinco da maioria absoluta.

O PS, com 21,32% dos votos, manteve os 11 mandatos que tinha no parlamento regional, enquanto o JPP subiu de cinco para nove e o Chega voltou a eleger quatro deputados. O CDS-PP elegeu dois, a IL um e o PAN também um.

Nas eleições regionais de setembro de 2023, PSD e CDS-PP concorreram juntos, através da coligação Somos Madeira, que foi a força mais votada, com cerca de 43% dos votos, mas falhou por um deputado a maioria absoluta.

A coligação PSD/CDS-PP elegeu 23 deputados em 47, seguindo-se o PS com 11, JPP com cinco eleitos, e o Chega com quatro. CDU (PCP/PEV), IL, PAN e BE também conseguiram representação parlamentar, todos com 1 eleito.

O presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, formou então um Governo de coligação com o CDS-PP e negociou um acordo de incidência parlamentar com a deputada regional única do PAN, Mónica Freitas.

Na sequência de uma crise política desencadeada por um processo judicial em que Miguel Albuquerque foi constituído arguido, e que o levou a demitir-se de presidente do Governo Regional, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dissolveu o parlamento regional e convocou eleições antecipadas na Madeira.

Miguel Albuquerque foi entretanto reeleito presidente do PSD/Madeira e reapresentou-se a eleições.

[Notícia atualizada às 00h22]

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