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Cafôfo espera que a abstenção desça e o dia seja "bonito" para a Madeira

O cabeça de lista do PS às eleições legislativas que hoje decorrem na Madeira, Paulo Cafôfo, mostrou-se confiante que o dia será "bonito para região e para a autonomia" e disse esperar que a abstenção desça.

Cafôfo espera que a abstenção desça e o dia seja "bonito" para a Madeira
Notícias ao Minuto

13:08 - 26/05/24 por Lusa

Política PS

"Estas são, na história da autonomia, as eleições mais importantes, mais importantes pelo contexto em que elas se realizam, mais importantes pelos desafios que temos pela frente", disse, sublinhando que o ato eleitoral está a decorrer "dentro da normalidade".

O candidato, também líder do PS/Madeira, o maior partido da oposição madeirense, atualmente com 11 deputados, num total de 47 que compõem o parlamento, falava aos jornalistas após ter votado numa secção instalada na Escola Básica da Ajuda, na freguesia de São Martinho, concelho do Funchal.

"O PS efetivamente até hoje nunca governou esta região, a decisão é sempre respeitável, é preciso sempre respeitar aquilo que o povo quer", afirmou, para depois reforçar: "Eu estou muito confiante que o dia de hoje será um dia bonito para a nossa região e para a autonomia."

Paulo Cafôfo disse esperar que a abstenção desça e que "as conquistas de Abril sejam respeitadas e sempre alimentadas através do voto", vincando que o eventual cansaço da população perante atos eleitorais sucessivos não pode ser justificação para faltar.

"Ninguém pode estar cansado da democracia, nós vivemos demasiado tempo em ditadura e o cansaço nunca pode vencer a vontade de querer o melhor para si e para a sua terra", declarou.

Paulo Cafôfo, também deputado do PS na Assembleia da República eleito pelo círculo da Madeira, disse ainda que a eleição está a decorrer dentro da normalidade e considerou que isso "permite a tranquilidade e a estabilidade" necessária "para fazer acontecer a democracia".

"Os madeirenses são pessoas honestas, pessoas que têm nos diversos atos eleitorais cumprido aquilo que é a lei, aquilo que são as regras democráticas e assim espero que continue até ao final do dia de hoje", reforçou.

O candidato socialista lembrou que este ano se assinala o 50.º aniversário do 25 de Abril e que, agora, "os madeirenses e os porto-santenses têm o poder nas suas mãos".

"Às vezes esquecem-se de que o voto é uma arma, é um poder que têm, para melhor decidir para a sua vida", disse e reforçou: "Espero que hoje, até porque o voto e secreto e as pessoas não têm que ter medo do ato de votar nem em quem votam, espero [que] possam votar em consciência."

Nas eleições de hoje, 14 candidaturas disputam os 47 lugares do parlamento regional, num círculo único: ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, CDU (PCP/PEV), Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

Nas legislativas regionais, o representante da República, cargo ocupado por Ireneu Barreto, convida uma força política a formar governo em função dos resultados (que têm de ser publicados), após a auscultação dos partidos com assento parlamentar na atual legislatura.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS-PP venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11, o JPP cinco o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

As eleições antecipadas ocorrem oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

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