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BE quer travar "elite que parasita" à sombra do Governo da Madeira

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua disse hoje que o projeto do partido para as eleições legislativas do dia 26 na Madeira pretende travar a "elite que parasita e enriquece à sombra do Governo regional.

BE quer travar "elite que parasita" à sombra do Governo da Madeira
Notícias ao Minuto

16:26 - 19/05/24 por Lusa

Política Eleições na Madeira

"Há uma elite que parasita o Governo regional e que absorve toda a riqueza que é produzida, que fica com o monopólio de todos os serviços essenciais e que vai enriquecendo assim. Ao mesmo que isto acontece, a Madeira, a região mais pobre de Portugal. Com maior índice de pobreza e de miséria enquanto uma elite enriquece à sombra do Estado", afirmou.

Para a coordenadora do BE, a Madeira vive "um regime de favores, em que um partido e os seus adjuntos no poder, seja o PAN ou, o CDS-PP, criou uma clientela de empresas que se alimentam do Governo, dos contratos do Governo, das concessões do Governo e dos favores do Governo".

Mariana Mortágua adiantou que na Madeira "há um mar de benefícios fiscais para grandes empresas, empresas milionárias que não criaram um posto de trabalho, mas, ao mesmo tempo há IVA máximo 22% para todas as pessoas que consomem e vivem na Madeira".

"Há um mar de construção imobiliária, 'resorts' de luxo, basta ir ao Funchal. Alojamento local sem fim, hotéis em cima da praia, cada dia mais residências de luxo para vender a estrangeiros ricos. E, ao mesmo tempo, o preço de uma casa custa mais de 500 mil euros, uma renda 1.200 euros. O Funchal tornou-se num dos sítios mais caros do país de viver, apesar de ter recordes de construção de novas casas e residências", referiu.

Segundo a coordenadora do BE, "a Madeira é, hoje um sítio de destruição ambiental, é um sítio onde tudo se privatiza, até os lares".

"Na região Autónoma da Madeira, o PSD e a direita impediram uma lei da paridade, para garantir que não haja mulheres nas listas para o parlamento regional. Não há um regime de incompatibilidades. Um deputado pode estar a aprovar leis e, a beneficiar na empresa, das leis que aprovou", apontou.

Especulação, subserviência e favores às empresas milionárias, destruição ambiental, conservadorismo máximo, asfixia da comunicação social, impunidade perante o crime económico. É essa a marca do PSD Madeira

Na Madeira o voto no Bloco é um voto para travar este oportunismo sem fim, é um voto de alternativa (...). Um voto por um partido que nunca se calou. Que sempre fez todas as denúncias, que nunca se encolheu perante a corrução e o crime económico", frisou.

O BE, que conta com um único eleito no parlamento regional, vai disputar as eleições com outras 13 candidaturas que disputam os 47 lugares no parlamento regional.

Ao círculo eleitoral único concorrem também ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

As eleições antecipadas ocorrem no dia 26 de maio, oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11 eleitos, o JPP cinco, o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

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