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Madeira: Chega denuncia "redes" que impedem ligação com continente

A candidatura do Chega às eleições antecipadas na Madeira reafirmou hoje que existem "redes tentaculares" na região e considerou que a ligação marítima de passageiros com o continente não se concretiza porque colide com "interesses instalados".

Madeira: Chega denuncia "redes" que impedem ligação com continente
Notícias ao Minuto

17:15 - 15/05/24 por Lusa

Política Madeira

"Assim sendo, e relativamente a esta ligação ferry, o Chega já deu entrada na Assembleia Legislativa da República, através do nosso deputado regional eleito em março e através do nosso grupo parlamentar, de um projeto de resolução, que já subiu à comissão, em que exigimos a retoma da linha ferry", disse o cabeça de lista, Miguel Castro, também líder do partido na região.

O candidato falava aos jornalistas durante uma ação de campanha no porto do Funchal, onde explicou que o projeto de resolução assenta no princípio da coesão e continuidade territorial, pelo que o Estado deverá financiar a 100% a retoma da ligação marítima, que esteve operacional pela primeira vez entre 2008 e 2012.

"O Chega, por sua vez, vem mais uma vez denunciar que existem realmente redes tentaculares na Madeira, que têm poder sobre o exercício político na região, e o que nós estamos a fazer será tudo para tornar todas estas operações mais transparentes, menos corruptas e que estas operações não se façam nem nos corredores do poder, nem atrás de cortinas de fumo, mas que se façam à frente de todos os madeirenses e porto-santenses", declarou.

Miguel Castro disse que a anterior ligação ferry "colidiu com os interesses instalados na Região Autónoma da Madeira", vincando que a operação marítima no arquipélago é feita apenas por um operador, que detém o monopólio do transporte marítimo de carga, numa referência ao Grupo Sousa.

"O Chega, neste momento, é o único partido que está em condições de cumprir com esta promessa, assim o PS ou o PSD queriam assumir esse compromisso também com os madeirenses e votem a favor da proposta [na Assembleia da República]", afirmou, lembrando que aqueles partidos têm representantes no parlamento eleitos pelo círculo da Madeira, nomeadamente três social-democratas e dois socialistas.

"Será através deste projeto de resolução que iremos ver como é que irão votar os partidos que têm representantes da Madeira [...], se irão votar a favor ou contra este projeto que o Chega irá apresentar", avisou.

O candidato, também líder do grupo parlamentar na Assembleia Legislativa Regional, onde o partido tem quatro deputados, sublinhou que "os madeirenses e porto-santenses merecem esta ligação [marítima]", mas reconhece que, da parte do PSD e do PS, "o chumbo é uma possibilidade".

"Mas, obviamente, o PS e o PSD vão ter de justificar porque é que chumbaram", avisou.

As legislativas da Madeira decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único: ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, CDU (PCP/PEV), Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

As eleições antecipadas ocorrem oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

Em setembro de 2023, a coligação PSD/CDS venceu sem maioria absoluta e elegeu 23 deputados. O PS conseguiu 11, o JPP cinco o Chega quatro, enquanto a CDU, a IL, o PAN (que assinou um acordo de incidência parlamentar com os sociais-democratas) e o BE obtiveram um mandato cada.

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