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"Bizarro" e "falta de vergonha grosseira". Ventura atira farpas à AD e PS

André Ventura teceu críticas aos candidatos da AD e do PS, assumindo que ambos, por diferentes razões, "representam uma falha brutal da nossa democracia". No que diz respeito à proposta de descida do IRS, o líder do Chega acusa Governo de uma "arrogância impressionante".

"Bizarro" e "falta de vergonha grosseira". Ventura atira farpas à AD e PS
Notícias ao Minuto

17:16 - 23/04/24 por Daniela Carrilho

Política CHEGA

O líder do Chega, André Ventura, comentou esta terça-feira os nomes propostos pela AD e PS ao Parlamento Europeu, considerando que a escolha de Sebastião Bugalho "demonstra a incapacidade de recrutar fora", enquanto a escolha de Marta Temido é "um pouco bizarra".

"Depois de oito anos de governo, em que provavelmente o pior dos segmentos em termos de serviço público é o segmento da Saúde - que foi encabeçado por Marta Temido - e é ela a escolha de Pedro Nuno Santos", começa por afirmar André Ventura em conferência de imprensa, na Assembleia da República, em Lisboa.

Neste sentido, o líder do Chega acusa o PS de "falta de vergonha grosseira" por apresentarem Temido como rosto do PS, que, segundo Ventura, é responsável pelo estado caótico da Saúde em Portugal.

"É bizarro, é um ataque direto aos portugueses que têm sofrido na pele a falta de condições de saúde ou então é uma tentativa grosseira de polarizar e dividir ainda mais a sociedade portuguesa numa matéria em que não deveria acontecer", acrescenta.

No que diz respeito à escolha de Sebastião Bugalho para representar o Partido Social Democrata (PSD), Ventura afirma que "demonstra a incapacidade de recrutar fora", que "escolhe segundas ou terceiras linhas" e que "não conseguiu recrutar a figura que queria", referindo-se a Rui Moreira.

"Luís Montenegro e o candidato não se preocuparam com a verdadeira falta de vergonha e de imparcialidade que ainda há poucas semanas víamos passar pelas nossas televisões como 'comentador' supostamente independente", declarou.

"Estou convicto que o Chega vencerá as eleições europeias deste ano"

Apontando as críticas aos adversários, André Ventura assume, por isso, que está "cada vez mais convicto que o Chega vencerá as eleições europeias deste ano".

"Apresentamos uma candidatura forte, com experiência internacional, com reconhecido percurso político diplomático e profissional e porque temos a dinâmica de vitória que nenhum outro partido tem desde as eleições de 10 de março", disse ainda, realçando que "os outros dois candidatos, cada um à sua maneira, e por diferentes razões, representam uma falha brutal da nossa democracia".

IRS? "Chega não recebeu nenhuma proposta ou contraproposta do Governo"

André Ventura aproveitou ainda para declarar que "o Chega não recebeu por parte do Governo nem da parte da bancada parlamentar do PSD nenhuma negociação, proposta, contraproposta ou abertura em relação à alteração da legislação fiscal", acusando que, apesar de serem discutidas "três grandes propostas" - PSD, PS e Chega - o Executivo não mostra "o mínimo esforço para articular posições com qualquer uma das bancadas".

Por isso, Ventura diz que estamos perante "um cenário de arrogância impressionante" que "não conduzirá a bons resultados" daqui para a frente.

No âmbito da sua proposta, Ventura garante aos portugueses que vai lutar para que "os mais beneficiados desta reforma fiscal não sejam os mais abastados", mas sim, "os que ganham entre 1.000 e 2.000 euros".

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