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Líder cessante do CDS-PP/Madeira alerta para tempos "muito desafiantes"

O líder cessante do CDS-PP/Madeira, Rui Barreto, avisou hoje que os tempos que se avizinham na região autónoma serão "muito desafiantes" e vão exigir "muito boas cabeças e gente com juízo que defenda o bem comum".

Líder cessante do CDS-PP/Madeira alerta para tempos "muito desafiantes"
Notícias ao Minuto

17:41 - 13/04/24 por Lusa

Política Rui Barreto

"Cuidado com o extremismo de esquerda e de direita que jamais trouxeram algo útil a algum país democrático. Cuidado com aqueles que sem crédito e competência se aproximam em momentos como este, o fogo amigo também mata", alertou.

Rui Barreto falava na sessão de abertura do XIX congresso eletivo do CDS-PP/Madeira, que decorre hoje e no domingo numa unidade hoteleira do Funchal, no qual José Manuel Rodrigues, atual presidente do parlamento regional, é o único candidato à liderança do partido, com a moção de estratégia "Em nome do futuro".

"Defendam a nossa autonomia sempre! Não se estraga o que está bem feito, melhora-se o que está menos bem", declarou, sublinhando que o CDS-PP deixa um "legado precioso" na governação da região.

PSD e CDS-PP coligaram-se após as eleições legislativas regionais de 2019, depois de os sociais-democratas terem perdido a maioria absoluta. Nas legislativas madeirenses de setembro de 2023, concorreram juntos e venceram, mas falharam a maioria absoluta por um mandato, pelo que o PSD negociou um entendimento parlamentar com a deputada única do PAN.

Na sequência da crise política provocada pela investigação judicial em que o presidente do executivo madeirense, o social-democrata Miguel Albuquerque, foi constituído arguido -- e que levou à sua demissão e à queda do Governo Regional -, o PSD rompeu a coligação com o CDS-PP e anunciou que pretendia ir sozinho a eleições, já marcadas pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para 26 de maio.

Rui Barreto, que assumiu a liderança do CDS-PP/Madeira em 2018 e exerce o cargo de secretário de Economia, Mar e Pescas no Governo Regional, agora em gestão, decidiu, por seu lado, não se recandidatar à presidência do partido.

"O próximo Governo [Regional] tem uma enorme responsabilidade, tem de manter o ritmo de crescimento e de criação de emprego", avisou, vincando: "o desenvolvimento da Madeira cumpriu-se com autonomistas como nós".

"Não caiam na esparrela dos socialistas e centralistas", reforçou.

O líder cessante do CDS-PP considera que o novo executivo madeirense deve procurar manter a paz social, a coesão, a tranquilidade, bem como trabalhar para que a região continue a ser uma referência nacional e europeia no desenvolvimento económico e social.

Rui Barreto disse, no entanto, que não pretende "dar lições a ninguém", até porque vai afastar-se da vida política ativa, afirmando que não vai "andar por aí, nem por aqui [no partido]".

"Saio de consciência tranquila e com a sensação de dever cumprido. Saio em paz comigo e com os meus. Saio com profissão, porque sempre a tive, e com um projeto de vida, porque sempre o tive. Mas enquanto cidadão, enquanto madeirense, gostaria de continuar a assistir ao desenvolvimento sustentado da minha terra, da terra que amo e onde vou continuar a viver", declarou.

A sessão de abertura do XIX congresso do CDS-PP/Madeira contou com a presença do secretário-geral do partido, Pedro Morais Soares, que destacou a "competência, credibilidade e estabilidade" como marcas dos centristas no Governo Regional, sublinhando que essas foram também as marcas que os levaram de volta à Assembleia da República, nas legislativas antecipadas de 10 de março.

"Tivemos dois anos muito difíceis, em que estivemos ausentes do debate parlamentar, mas não abandonámos o país e os portugueses", disse, para logo reforçar: "Os militantes do CDS nunca baixaram os braços. O nosso presidente Nuno Melo foi à luta, percorreu o país, uniu o partido, conseguiu agregar, conseguiu juntar todos e conseguiu devolver o CDS à Assembleia da República, lugar de onde nunca deveria ter saído".

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