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"Parlamento que demora 30h a eleger o presidente" não fica "bem"

As palavras são do deputado do PCP, António Filipe, que presidiu temporariamente aos trabalhos na Assembleia da República durante a eleição do presidente daquele órgão de soberania.

"Parlamento que demora 30h a eleger o presidente" não fica "bem"
Notícias ao Minuto

21:25 - 27/03/24 por Inês Frade Freire

Política António Filipe

António Filipe, o escolhido para presidir temporariamente aos trabalhos na Assembleia da República, comentou, esta quarta-feira, a conturbada votação para eleger o presidente, destacando que "dá uma imagem que corresponderá à realidade, que é um Parlamento que não dá grandes garantias de estabilidade para o país".

Em declarações na CNN Portugal, o deputado do PCP afirmou ainda que "essa primeira impressão desta Legislatura não é boa". "É legítimo que haja preocupação dos portugueses, desde logo quanto à estabilidade do próprio órgão de soberania, mas também relativamente às politicas - porque o que está aqui em cima da mesa é que Governo vamos ter e como vai ser feita a governação do país, e aí acho que há razões sérias de preocupação", acrescentou.

Segundo António Filipe, "as pessoas aperceberam-se que houve ali acordos que não foram respeitados por parte dos vários partidos que tinham consertado as suas posições". "Um Parlamento que demora 30 horas a eleger o seu presidente, aos olhos das pessoas, não é uma coisa que fique bem", destacou.

E continuou: "É natural que os deputados tenham discordâncias, que uns votem a favor de uns candidatos, que outros não votem, agora a imagem que ficou deste período não é boa na medida em que, de facto, dá uma imagem que corresponderá à realidade, que é um parlamento que não dá grandes garantias de estabilidade para o país".

Sobre a sua curta na passagem a presidir aos trabalhos na Assembleia da República, António Filipe deu conta que "após a primeira votação, houve diferentes opiniões sobre se a primeira votação deveria decorrer no dia de ontem ou se devia ter passado para hoje" e aí "foi preciso convocar ali uma conferencia de líderes informal para se procurar chegar uma conclusão".

"O problema hoje era o tempo limite para a apresentação das candidaturas, que foi preciso prorrogar duas vezes, o que implicou também uma ronda de contactos rápida com as várias bancadas", afirmou.

No entanto, "conseguiu-se chegar ao consenso mínimo quanto aos procedimentos para que o problema fosse resolvido", destacou.

De recordar que o deputado proposto pelo Partido Social Democrata (PSD), José Pedro Aguiar-Branco, foi eleito presidente da Assembleia da República, com 160 votos, esta quarta-feira.

A eleição só aconteceu depois de PS e PSD terem anunciado um acordo que prevê que os sociais-democratas presidirão ao parlamento nos primeiros dois anos, até setembro de 2026, e os socialistas indicarão um candidato para o resto da legislatura.

Com esta votação, Aguiar-Branco superou a do anterior presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, que tinha sido eleito em 29 de março de 2022 com 156 votos a favor, 63 brancos e 11 nulos, na primeira sessão plenária da XV legislatura, tendo sido candidato único ao cargo, indicado apenas pelo Partido Socialista.

Leia Também: Conselho de Estado começou sem Aguiar-Branco e sem António Costa

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