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PSD "com ónus de gerar ingovernabilidade" se recusar acordo com Chega

O presidente do Chega considerou hoje que o apelo ao voto útil vai falhar nas eleições legislativas de domingo e afirmou que "o PSD ficará com o ónus de gerar ingovernabilidade" se recusar um acordo de governo.

PSD "com ónus de gerar ingovernabilidade" se recusar acordo com Chega
Notícias ao Minuto

22:49 - 07/03/24 por Lusa

Política André Ventura

Questionado sobre as sondagens que vão sendo conhecidas, André Ventura assinalou que o Chega desce numas e sobe noutras, mas salientou que "nunca na história da democracia" nos últimos dias de campanha outro partido, que não PS e PSD, "estava situado entre os 16% e os 20%.

O líder do Chega, que falava aos jornalistas à chegada a um jantar/comício no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, defendeu que "isto significa que o apelo ao voto útil falhou" e voltou a estabelecer como objetivo vencer as eleições.

"Está tudo em aberto para domingo e vamos ver no domingo se o voto útil funcionou ou não", afirmou, indicando que "tudo indica que o sistema político português se vai tripartidarizar".

"Deixaremos de ter dois partidos grandes e passaremos a ter três partidos grandes na Assembleia da República", sustentou, considerando que "isso significa que terá que haver convergência" para conseguir "um governo estável".

Ventura voltou a garantir que, "num cenário em que a maioria esteja à direita, o Chega lutará para que haja essa convergência", mas salientou que "o único acordo que aceita é um acordo de governo".

"Nós não queremos nenhum entendimento parlamentar permanente, isso está fora de questão", indicou o líder do Chega.

Caso o líder social-democrata, Luís Montenegro, mantenha a recusa de negociar com o Chega, o presiddente do partido de extrema-direita afirmou que o "PSD ficará com o ónus de gerar ingovernabilidade, ou não", porque "quem é responsável pela ingovernabilidade é quem não quer, não é quem diz que quer" um entendimento.

"Da nossa parte, estaremos sempre pela convergência e pela governabilidade", disse, mostrando-se convicto de que o Chega "tornar-se-á a partir do dia 10 um pilar essencial da democracia".

"Acho que isso é a maior vitória que o Chega pode ter é tornar-se um pilar central da democracia", defendeu, apesar de ser um partido que se assume como antissistema.

Sobre o papel do Presidente da República após as eleições, André Ventura afirmou que será "muito delicado" e que Marcelo Rebelo de Sousa "vai ter que gerar equilíbrios e procurar ser o árbitro de uma solução, por isso é que é importante que todos se comprometam com a solução".

"O Presidente da República não pode inventar soluções, as soluções estão no parlamento, não estão fora", apontou, salientando que logo a partir de segunda-feira, os partidos "têm de começar a trabalhar pela convergência e pela estabilidade".

"Se não fizerem, responsabilizados serão por arrastar o país seis meses depois ou um ano depois para novas eleições legislativas", alertou.

Questionado se a tática que adotou na campanha falhou, com um discurso radical e pouco contacto com eleitores na rua, André Ventura remeteu uma avaliação para mais tarde, defendendo que "o que faz sentido é fazer no final".

"O ADN do Chega é este, foi este que apresentámos à população, é este que vai a votos", indicou.

Mais de 10,8 milhões de portugueses são chamados a votar no domingo para eleger 230 deputados à Assembleia da República.

A estas eleições concorrem 18 forças políticas, 15 partidos e três coligações.

Leia Também: Chega apela ao voto de eleitores do PS e PSD e promete "mudança"

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