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Críticas de Cavaco? "Não esperaria apoio, com certeza"

O secretário-geral do PS recusou hoje estar a fazer um "jogo de equilibrismo" entre o passado e o futuro, e considerou que António Costa não é um rosto do passado, mas "do presente e do futuro".

Críticas de Cavaco? "Não esperaria apoio, com certeza"
Notícias ao Minuto

13:06 - 02/03/24 por Lusa

Política Legislativas

Em declarações aos jornalistas após uma visita ao Centro de Investigação de Montanha, do Instituto Politécnico de Bragança, Pedro Nuno Santos foi questionado se, nesta campanha, está a tentar fazer um "jogo de equilibrismo" entre os últimos oito anos de governação e o futuro.

"Não é um jogo de equilibrismo. A nossa vida é assim, a vida de todos nós: é conseguirmos aprender com aquilo que não correu bem, segurar o que correu bem e avançar para fazer novo. A vida é assim, é isso que nós queremos fazer", declarou.

Num dia em que António Costa deverá intervir num comício do PS ao final da tarde no Porto, Pedro Nuno Santos rejeitou a ideia de que o ainda primeiro-ministro seja um rosto do passado.

"Não é uma cara do passado, é uma cara do presente e do futuro", sublinhou, acrescentando que António Costa foi um "primeiro-ministro muito importante nos últimos anos", que conseguiu "mostrar que é possível governar em crise sem se cortarem pensões, salários".

"Isso é muito importante para os nossos reformados e pensionistas: perceberem que, com o PS, avança-se e, quando há uma crise ou quando nós vivemos uma situação de incerteza, como está no nosso horizonte, sabem que o PS não atinge os mesmos de sempre: protege, dá estabilidade à vida, à economia", declarou.

Pedro Nuno Santos insistiu que a mudança que propõe é "segurar e defender" o que o PS conquistou, mas avançar "para viver melhor e não para recuar", acusando a Aliança Democrática (AD) de apresentar uma "mudança para trás".

"Aquilo que a AD tem apresentado são rostos do passado, são respostas do passado, é uma mudança para trás, quando aquilo que nós queremos é uma mudança para a frente", sublinhou, frisando que essa "mudança faz-se aqui, no PS".

Nestas declarações aos jornalistas, Pedro Nuno Santos recusou comentar o artigo hoje publicado pelo antigo primeiro-ministro e Presidente da República Aníbal Cavaco Silva no Correio da Manhã, salientando que "não esperaria apoio, com certeza".

E reagiu com ironia a uma gafe do presidente do CDS-PP, Nuno Melo, que, num comício na sexta-feira, se enganou e disse que é necessária "uma vitória robusta que permita a Pedro Nuno Santos ser primeiro-ministro sem depender muito dos outros".

"Do Nuno Melo, foi agradável, isso de facto também não esperava, é verdade", gracejou o líder do PS.

O líder do PS voltou a defender que quem tem "falta de ambição" para o país é a AD e não o seu partido, salientando que a coligação do PSD/CDS/PPM projeta atingir o salário médio de 1.750 em 2030, quando o atual Governo já negociou, em sede de concertação social, atingir esse valor em 2027.

O líder do PS descartou ainda que a campanha do PS esteja a ser de reação à AD, contrapondo que ainda na sexta-feira apresentou uma nova proposta para negociar em concertação social a redução do horário semanal dos pais com filhos até aos três anos para as 37,5 horas.

"A nossa candidatura tem conseguido fazer esse equilíbrio, a denúncia das respostas erradas da direita, a defesa das respostas certas da nossa, enquanto do outro lado, no nosso principal adversário, é que vemos sim uma gestão diária de danos criados pela própria campanha. Isso não tem acontecido com a nossa, como têm visto", criticou, salientando que o PS tem mostrado "estabilidade e coesão" entre os intervenientes na sua campanha.

[Notícia atualizada às 13h16]

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