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Pedro Nuno afirma que já percebeu que Passos será seu "futuro adversário"

O secretário-geral do PS afirmou hoje que já percebeu que o ex-primeiro-ministro Passos Coelho será seu futuro adversário e pediu que "Deus nos livre" de o "número um" da AD por Santarém ser ministro da Agricultura.

Pedro Nuno afirma que já percebeu que Passos será seu "futuro adversário"
Notícias ao Minuto

20:13 - 01/03/24 por Lusa

Política PS

Pedro Nuno Santos falava no final de um comício que encheu o auditório do Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.

Um discurso em que criticou "os barões" que estão presentes nos comícios da Aliança Democrática (AD), entre eles o antigo chefe de Governo Durão Barroso, a quem acusou de ter abandonado o país em 2004 para assumir em Bruxelas as funções de presidente da Comissão Europeia.

Pedro Nuno Santos começou por se referir a quem o líder da AD tem convidado para falar nos seus comícios em campanha eleitoral. De acordo com o secretário-geral do PS, se o presidente do PSD, Luís Montenegro, se "gaba" da sua equipa, "então que assuma aquilo que cada um deles da sua equipa diz" nos comícios.

"Quem convidou Pedro Passos Coelho para um comício não fomos nós e, obviamente, não podemos fazer esquecer aquilo que se passou no tempo em que governou. Não vou perder tempo. Já percebemos que será nosso futuro adversário", declarou.

Nesta fase inicial do seu discurso, o secretário-geral do PS referiu-se à opção tomada pelo PSD de formar a AD para as eleições legislativas em coligação com o CDS-PP e o PPM.

"Se fizéssemos uma aliança, também seriamos responsáveis por aquilo que os nossos parceiros dissessem. O segundo da direção do CDS e quarto da lista da AD por Lisboa [Paulo Núncio] fez as declarações que fez sobre aborto em representação da coligação", advogou.

A seguir, dirigiu-se a Luís Montenegro e à direção do PSD.

"Não se escondam atrás de ninguém, não estejam sempre a esconder-se atrás de um biombo. Assumam a responsabilidade de quem escolhem para integrar as listas. Eu sou responsável pelos cabeças de lista do PS mas não pelos da AD. Não fomos nós quem escolheu o cabeça de lista da AD em Santarém", o antigo presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, Eduardo Oliveira e Sousa.

Neste contexto, referiu-se especificamente às declarações que este proferiu na quinta-feira à noite sobre políticas ambientais prejudiciais aos agricultores e sobre a formação de milícias armadas para o combate ao crime nas zonas rurais portuguesas.

"Diz-se que seria o nome para ministro da Agricultura, mas Deus nos livre. No PS, não negamos a emergência climática, que é uma realidade. Os primeiros a sofrerem as alterações climáticas são os agricultores. É na terra que se sentem as alterações climáticas", contrapôs.

Atacou ainda Luís Montenegro pela alusão que o antigo presidente da CAP fez em relação à formação de milícias armadas nos campos para combate ao crime.

"Estamos a falar de um cabeça de lista da AD escolhido por alguém que se apresenta a eleições para ser primeiro-ministro. Se nos gabamos que temos grandes candidatos, então somos responsáveis por aquilo que eles dizem", acrescentou o líder socialista, numa nova crítica a Luís Montenegro.

Além de Pedro Passos Coelho, o secretário-geral do PS visou também a conduta política de outro antigo primeiro-ministro social-democrata, entre 2002 e 2004: Durão Barroso, que esta noite discursa num comício da AD.

"Foi primeiro-ministro só dois anos, porque ao fim de dois anos abandonou o país para ir para Bruxelas", afirmou, recebendo palmas dos militantes e simpatizantes socialistas.

Partindo da evolução da taxa da pobreza em Portugal, "começando por aquela que se verificava no tempo de um barão [Durão Barroso] que hoje entrou na campanha da AD", Pedro Nuno Santos disse que, entre 2002 e 2004, "a taxa de risco pobreza, após transferências sociais, aumentou 19 para 19,4%".

De acordo com os dados apresentados pelo secretário-geral do PS, entre 2005 e 2011, com José Sócrates, a taxa de pobreza baixou, mas depois voltou a aumentar com o executivo de Pedro Passos Coelho, regressando às descidas nos últimos oito anos de governação socialista.

"A taxa de pobreza baixa connosco e aumenta com eles", concluiu.

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