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Ataques com tinta? Albuquerque diz que são "manifestações folclóricas"

O presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, considerou hoje lamentáveis os ataques com tinta dos ativistas climáticos, afirmando que retiram credibilidade ao movimento.

Ataques com tinta? Albuquerque diz que são "manifestações folclóricas"
Notícias ao Minuto

18:41 - 28/02/24 por Lusa

Política Eleições

"Eu acho lamentáveis estas cenas [...] um pouco folclóricas, porque fazem com que o próprio movimento de defesa dos ecossistemas, do ambiente, das alterações climáticas, perca credibilidade", considerou Miguel Albuquerque, quando questionado sobre o ataque com tinta verde de que o presidente do PSD, Luís Montenegro, foi hoje alvo numa visita à Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL).

O presidente do PSD/Madeira, que falava aos jornalistas depois de ter formalizado a sua candidatura à presidência da estrutura regional do partido, acrescentou que estas questões "devem ser discutidas do ponto de vista político e do ponto de vista científico".

"Eu acho que a melhor forma de fazer face a estes grandes desafios que a humanidade tem pela frente é através da ciência, da razão, da discussão das ideias e da investigação, não é através destas manifestações folclóricas que são, do meu ponto de vista, atentatórias da dignidade das pessoas e nada trás de bom para o debate democrático", salientou.

Questionado, por outro lado, se o facto de Luís Montenegro marcar presença na Madeira no âmbito da campanha eleitoral para as legislativas de 10 de março deve-se à crise política instalada na região, Miguel Albuquerque disse que não.

"Não, acho que não vem à Madeira por que não necessita de vir à Madeira e tem uma agenda política pré-determinada", declarou.

O presidente do PSD/Madeira considerou também que a ausência de Luís Montenegro na Madeira não tem a ver com divergência de opiniões entre o líder nacional e o líder regional.

Na sexta-feira, Luís Montenegro disse que no lugar de Albuquerque "talvez tivesse uma decisão diferente", enquanto o presidente demissionário do Governo Regional, no dia seguinte, reagiu dizendo que "esse é problema dele" e que faz o que entender.

Miguel Albuquerque lidera o PSD/Madeira desde dezembro de 2014, quando sucedeu a Alberto João Jardim, que durante quase quadro décadas esteve à frente do partido. Em 2015, sucedeu-o também na presidência do Governo Regional, cargo que ainda mantém, agora na condição de demissionário.

O PSD/Madeira vai realizar eleições diretas em 21 de março, sendo que o prazo para a apresentação de candidaturas termina na quinta-feira às 18:00. Até agora, apenas Miguel Albuquerque formalizou a candidatura.

Albuquerque demitiu-se da presidência do Governo Regional, em janeiro, na sequência de um processo que investiga suspeitas de corrupção no arquipélago, o que levou à queda do executivo, agora em gestão.

Em 24 de janeiro, a Polícia Judiciária (PJ) realizou cerca de 130 buscas domiciliárias e não domiciliárias sobretudo na Madeira, mas também nos Açores e em várias zonas do continente, no âmbito de um processo que investiga suspeitas de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, prevaricação, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, abuso de poderes e tráfico de influência.

Na sequência desta operação, a PJ deteve o então presidente da Câmara do Funchal, Pedro Calado (PSD), que renunciou ao cargo, o líder do grupo de construção AFA, Avelino Farinha, e o principal acionista do grupo ligado à construção civil Socicorreia, Custódio Correia.

Os três arguidos foram libertados com termo de identidade e residência, três semanas após as detenções.

Pouco dias depois, em 19 de fevereiro, Miguel Albuquerque indicou que seria novamente candidato à liderança do PSD/Madeira e, na sexta-feira, disse sentir-se "perfeitamente capaz" de concorrer a eleições legislativas antecipadas, caso o chefe de Estado dissolva a Assembleia Legislativa, o que só poderá ocorrer depois de 24 de março, seis meses após as últimas eleições legislativas regionais.

Leia Também: Ataque a Montenegro e recusa a referendo ao aborto em 4.ª dia de campanha

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