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Passos Coelho? "Fica claro para onde é que nos querem levar outra vez"

Em causa está a participação de Pedro Passos Coelho num comício da AD.

Passos Coelho? "Fica claro para onde é que nos querem levar outra vez"
Notícias ao Minuto

18:34 - 26/02/24 por Carmen Guilherme com Lusa

Política PCP

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, reagiu, esta segunda-feira, à presença de Pedro Passos Coelho num comício da AD, referindo que é "um bom exemplo" daquilo que o partido tem defendido acerca da direita, nomeadamente um regresso ao passado. 

"É um bom exemplo do que eu tinha dito. Acho bem que participe, ao menos assim fica claro para onde é que nos querem levar outra vez o PSD, a Iniciativa Liberal e o Chega", atirou, em declarações aos jornalistas, durante uma arruada em Vila Franca de Xira. "Ao menos fica claro", reforçou.

O também líder da CDU (Coligação Democrática Unitária) foi ainda interrogado sobre o debate eleitoral de hoje, nomeadamente sobre se ficou satisfeito por ter sido discutida, como reivindica, a questão dos salários no país.

"Eu falo sempre dos salários, o problema não é eu falar ou não falar, porque eu tenho falado sempre e vou continuar a falar. O problema é os outros não irem a jogo - desculpem a expressão. Ninguém vai a jogo. Começamos a falar de salários e redistribuição de riqueza e depois quando acabamos está tudo a falar de outras coisas que não os salários. Nós não vamos abdicar dessa justíssima necessidade que há de aumentar os salários, acabar de uma vez por toda com a discriminação salarial das mulheres. Isto é uma questão fundamental para o país", apontou.

Já sobre o documento assinado por cerca de 50 personalidades (nomeadamente ex-dirigentes sindicais, muitos dos quais se desfiliaram do PCP), que apela ao voto na CDU e alerta para o risco de o PCP desaparecer, Paulo Raimundo defendeu que o mesmo demonstra "que a CDU está a crescer a alargar todos os dias".

O comunista rejeitou a ideia de que o PCP esteja em risco de desperecer e destacou o documento como um "apoio público": "Muito nos honra esse abaixo-assinado".

Entre os signatários está o antigo secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, que se desfiliou do PCP há mais mais de uma década e que Raimundo admitiu gostar de ver na campanha eleitoral. "Estaremos sempre disponíveis para nos cruzarmos, se for caso disso, durante a campanha", disse. 

O secretário-geral do PCP assegurou estar "mais confiante e mais determinado" com os contactos que tem feito com as pessoas nesta campanha para as eleições legislativas de 10 de março e relativizou novamente as sondagens, que traçam perspetivas de um resultado inferior ao sufrágio de 2022.

"Há três coisas que quero derrotar nestas eleições: o regresso ao passado e aos tempos sombrios da 'troika'; o PS, que quanto mais força tem menos responde aos problemas das pessoas; e as sondagens. Cá estaremos também para derrotar também as sondagens e depois logo veremos na noite de dia 10", rematou.

[Notícia atualizada às 19h49]

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