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"As contas fazem-se entre três campos políticos", defende Rui Tavares

Líder do Livre diz que esquerda e direita democrática não "devem estar de costas voltadas".

"As contas fazem-se entre três campos políticos", defende Rui Tavares
Notícias ao Minuto

17:58 - 24/02/24 por Notícias ao Minuto

Política Livre

Rui Tavares, líder do Livre, defendeu, este sábado, que há "três campos políticos em Portugal": esquerda, direita democrática e extrema-direita. Defendeu que nem "a esquerda, nem a direita democrática devem estar de costas voltadas" depois das Eleições Legislativas de 10 de março. 

À margem de uma manifestação contra o racismo e a xenofobia, a decorrer em Lisboa, Rui Tavares foi confrontado com as mais recentes sondagens, nomeadamente com o facto de o Livre se preparar para eleger um grupo parlamentar, mas com a possibilidade de tal acontecer com um governo de maioria à direita. 

"Neste momento, não se deve comparar a esquerda com a direita e a extrema-direita em conjunto, porque há três famílias politicas, três campos políticos em Portugal ", começou por dizer.

Notando as alianças que cada partido diz estar disposto a fazer, apontou:  "A esquerda está disposta a negociar em conjunto. Aliás, a partir do debate de ontem ficou claro que já não há sequer um apelo ao voto útil por parte do PS. O que é preciso é escolher o partido de esquerda que mais se adequa às nossas ideias, quem quiser ter uma maioria de esquerda. Depois, há à direita, a AD e a IL, que compõem, por assim dizer, a direita democrática, e, aí, nas sondagens, esquerda e direita democrática estão em boa medida empatadas (...)  e depois a extrema-direita, com quem toda a gente diz que não quer fazer acordos, não quer fazer negociações".

"Portanto, se o diz, é porque se o fizessem depois das eleições seria uma enorme traição aos portugueses e espero que o senhor Presidente da República esteja atento também", ressalvou.

Para Rui Tavares, as "contas não se fazem" entre "soma da direita e da extrema-direita e a esquerda". "As contas fazem-se entre estes três campos políticos, quem tem mais mandatos, quem é que tem uma maioria mais abrangente e mais coesa para poder governar. Se bem que, nem a esquerda, nem a direita democrática, devem estar de costas voltadas uma para a outra, porque há muita coisa a fazer para além de um programa de Governo, que passa pelo combate contra a corrupção, pelo estado de direito e pelos direitos fundamentais que todos os democratas têm de falar em conjunto", completou.

Sobre a manifestação e a participação de centenas de pessoas, o líder do Livre disse ser "um sinal de que Portugal está orgulhoso na sua diversidade. E que Portugal está confiante na sua capacidade de ter uma sociedade que é cordial, que é convivial, na qual as pessoas se dão bem, se querem tratar bem e percebem que precisamos todos uns dos outros para ter um Portugal de futuro, para ter uma Europa e um planeta melhor". 

Leia Também: Livre centra esforços da campanha em Lisboa e termina no Porto

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